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Artigos Empório do Direito – A resolução nº. 217 do conselho nacional de justiça e o vazamento seletivo de informações nas investigações criminais

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ARTIGO

A resolução nº. 217 do conselho nacional de justiça e o vazamento seletivo de informações nas investigações criminais

O artigo aborda a Resolução nº. 217 do Conselho Nacional de Justiça, que visa prevenir o vazamento seletivo de informações sigilosas em investigações criminais, estabelecendo novas responsabilidades para juízes e órgãos envolvidos. A norma busca garantir a inviolabilidade da intimidade e a proteção de dados durante processos sob segredo de Justiça, além de responsabilizar magistrados por possíveis quebras de sigilo. O autor critica a atuação de órgãos estatais que colaboram com a mídia, ressa...

Rômulo Moreira
17 fev. 2016 12 acessos
A resolução nº. 217 do conselho nacional de justiça e o vazamento seletivo de informações nas investigações criminais

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a Resolução nº 217 do Conselho Nacional de Justiça, que visa coibir o vazamento seletivo de informações em investigações criminais, estabelecendo que a quebra de sigilo e a interceptação de comunicações dependem de requisição judicial, com responsabilização do juiz por eventuais divulgações indevidas.

Além disso, destaca a responsabilidade do Judiciário na apuração de vazamentos, independentemente da origem (Ministério Público ou Autoridade Policial), e a necessidade de documentação rigorosa nas decisões judiciais que autorizem tais medidas. A discussão envolve a crítica ao papel que os atores estatais desempenham ao servirem a interesses midiáticos e à violação da intimidade e da honra dos envolvidos, sugerindo que as publicações de informações sigilosas exacerbam a pressão sobre o Judiciário e comprometem a imparcialidade dos julgamentos.

O texto ressalta a urgência de repensar a atuação no sistema de Justiça criminal à luz dos direitos fundamentais, alertando para as consequências de um espetáculo judicial semelhante ao passado, quando a punição era um evento público.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A resolução nº. 217 do Conselho Nacional de Justiça e o vazamento seletivo de informações nas investigações criminais" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Resolução nº. 217 do CNJ: Adoção de medidas para impedir o vazamento seletivo de informações sigilosas nas investigações criminais.
  • Alterações nas regras de sigilo: Modificações nas regras relativas à quebra de sigilo e interceptação telefônica, incluindo a obrigatoriedade da requisição judicial.
  • Responsabilidade do Judiciário: O Poder Judiciário deve apurar a divulgação de informações sigilosas, incluindo a proveniência de vazamentos do Ministério Público e da Autoridade Policial.
  • Obrigações do Juiz: O magistrado deve justificar sua decisão sobre quebra de sigilo, apontando indícios de autoria e diligências realizadas.
  • Identificação de envolvidos na investigação: Necessidade de designar os policiais e membros do Ministério Público que tiveram acesso a informações sigilosas.
  • A pressão da mídia: Reflexão sobre como a cobertura midiática pode contaminar decisões judiciais e impactar injustamente a vida dos investigados.
  • Consequências do vazamento: Discutir as implicações negativas da exposição midiática na intimidade dos indivíduos e no processo judicial.
  • Responsabilidade da Justiça: Necessidade de repensar o sistema de atuação da Justiça criminal, com foco na dignidade e no respeito às garantias fundamentais.
  • Crítica histórica: Comparação da situação atual com práticas do século XVIII, conforme discutido por Michel Foucault, em relação ao espetáculo da punição.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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