A interposição de recurso ordinário constitucional e a capacidade postulatória
O artigo aborda a questão da capacidade postulatória na interposição de recurso ordinário constitucional em Habeas Corpus, destacando que, segundo a 5ª Turma do STJ, apenas advogados com procuração nos autos podem fazer essa interposição. O texto critica a aplicação da Súmula 115 do STJ e discute a importância da garantia constitucional do Habeas Corpus, ressaltando decisões do STF que admitem a capacidade postulatória do próprio acusado nesse contexto.

O artigo aborda a interposição do recurso ordinário constitucional em casos de habeas corpus e a pertinente questão da capacidade postulatória.
Inicialmente, discute a decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que determina que tal recurso deve ser impetrado por advogado com procuração nos autos, mencionando a aplicação da Súmula 115 do STJ como justificativa dessa exigência. Em seguida, critica-se essa aplicação, argumentando que a analogia não deve ser utilizada de forma a prejudicar o réu, conforme estabelece o princípio da presunção de inocência em direito penal. O autor contrasta essa posição com um precedente do Supremo Tribunal Federal que admite a interposição de agravo regimental por parte do próprio acusado, independentemente da representação por advogado.
O texto defende que o habeas corpus, sendo um instrumento para garantir a liberdade, não deve ser cerceado por formalismos que possam obstruir o acesso à justiça. Além disso, menciona a perspectiva de outros juristas sobre a analogia em contexto jurídico, ressaltando sua importância, contanto que não seja utilizada contra o réu. O artigo conclui com um testemunho do Professor peruano Luis Alberto Pacheco Mandujano, que elogia a decisão do STF, reconhecendo a necessidade de simplificação dos processos de habeas corpus.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "A interposição de recurso ordinário constitucional e a capacidade postulatória" por Rômulo de Andrade Moreira.
- Capacidade postulatória no recurso ordinário: A exigência de que o Recurso Ordinário Constitucional em Habeas Corpus deve ser interposto por advogado, conforme decidido pela 5ª Turma do STJ.
- Aplicação da Súmula 115 do STJ: Discussão sobre a inadmissibilidade do recurso se não for acompanhado da procuração, e a analogia que não se justifica em decisões de Habeas Corpus.
- Legitimidade da analogia in bonam partem: A necessidade de que a analogia seja aplicada para beneficiar o réu no âmbito do Direito Processual Penal.
- Precedente do Supremo Tribunal Federal: O entendimento de que é possível interpor Agravo Regimental sem a assistência de advogado, contradizendo a decisão do STJ.
- Natureza do Habeas Corpus: O Habeas Corpus como garantia constitucional da liberdade de locomoção, destacando sua importância e o seu tratamento pelas cortes.
- Interpretação analógica: A reflexão sobre a utilização da analogia em decisões judiciais e a sua relação com a segurança jurídica.
- Comparações entre sistemas jurídicos: Comentário do Professor Luis Alberto Pacheco sobre as semelhanças e diferenças na legislação do Habeas Corpus entre Brasil e Peru.
- Críticas à decisão do STJ: A análise crítica da decisão que desconsiderou a capacidade postulatória em casos de Habeas Corpus, enfraquecendo a tutela da liberdade.
Autores na comunidade
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo















Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.