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Artigos Conjur – Georges Abboud: Precisamos rejeitar arbitragens supremas

ARTIGO

Georges Abboud: Precisamos rejeitar arbitragens supremas

O artigo aborda a relação intrínseca entre arbitragem e jurisdição constitucional, defendendo a necessidade de uma reflexão crítica e madura sobre essa interação. O autor propõe que a proteção da autonomia da arbitragem deve ser realizada através da jurisdição constitucional para evitar a deterioração dessa autonomia e garantir que não se torne um instrumento de fraude ao Direito brasileiro. Ao reafirmar a importância da constitucionalização da arbitragem, o texto argumenta que sua legitimida...

Georges Abboud
01 fev. 2022 15 acessos
Georges Abboud: Precisamos rejeitar arbitragens supremas

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexa relação entre arbitragem e jurisdição constitucional, destacando a necessidade de um debate maduro sobre como a jurisdição constitucional pode influenciar a arbitragem.

Os autores argumentam que a arbitragem não deve ser vista como um sistema autônomo ou paralelo ao Direito, mas deve ser compatibilizada com a Constituição, pois a sua autonomia é sempre relativa ao ordenamento jurídico maior. Apontam para a importância da constitucionalização do Direito e a mudança de paradigma que isso traz, sugerindo que a arbitragem deve estar sujeita ao controle da jurisdição constitucional, em termos de produtos decisórios e da legitimidade das partes envolvidas.

Também discutem a proposta de filtrar a arbitragem por meio de instrumentos constitucionais, como a reclamação e a ADPF, a fim de evitar abusos e garantir sua legitimidade. Por fim, criticam a ideia de que a arbitragem poderia operar sem essa filtragem, alertando para o risco de se criar um "Direito paralelo" que poderia subverter garantias fundamentais, e concluem que a legitimidade da arbitragem depende de sua sujeição à Constituição, rejeitando a noção de arbitragens supremas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Precisamos rejeitar arbitragens supremas" de Georges Abboud.

  • Arbitragem e Jurisdição Constitucional: Discussão sobre a relação intrínseca entre a arbitragem e a jurisdição constitucional, enfatizando a necessidade de filtragem pelo ordenamento jurídico.
  • Autonomia da Arbitragem: Proposta de proteção da autonomia arbitral mediante a jurisdição constitucional, evitando deteriorações que fragilizam sua legitimidade.
  • Impacto nas Demandas Sociais e Econômicas: Reflexão sobre como processos arbitrais complexos podem influenciar setores econômicos e sociais mais intensamente do que os processos na jurisdição estatal.
  • Constitucionalização do Direito: Abordagem sobre a operacionalização da constitucionalização em dois níveis: elaboração de novas leis e reinterpretação do ordenamento jurídico existente.
  • Paradigmas do Direito: Análise dos paradigmas formal e substantivo do Direito, destacando como esses conceitos afetam a prática arbitral.
  • Controle Constitucional da Arbitragem: Propostas para aumentar o controle da jurisdição constitucional sobre decisões arbitrais e a arbitrabilidade de certos temas.
  • Reclamação Constitucional: Sugestão de que a reclamação constitucional pode servir como um filtro para a regularidade da arbitragem e a legitimidade dos sujeitos envolvidos.
  • Instrumentalização da Arbitragem: Reflexão crítica sobre o uso da arbitragem como mecanismo para fraudes e a importância da vinculação à jurisdição constitucional.
  • Importância da Normatividade Constitucional: Enfatiza a necessidade de reconhecer a normatividade da Constituição e sua relevância na regulação da arbitragem.
  • Consequências da Falta de Controle: Debate sobre os riscos de um sistema em que árbitros possam atuar sem a supervisão da jurisprudência constitucional, potencializando decisões inconstitucionais.
  • Expansão da Arbitragem e Legitimidade: Definição de que a expansão da arbitragem depende da sujeição ao controle constitucional, ao mesmo tempo que preserva sua autonomia.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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