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Artigos Conjur – Callegari: A extinção da comissão de reforma da Lei de Lavagem

ARTIGO

Callegari: A extinção da comissão de reforma da Lei de Lavagem

O artigo aborda a extinção da comissão de reforma da Lei de Lavagem de Dinheiro e os problemas na legislação atual, que incluem a confusão sobre a tipificação dos delitos, a responsabilidade dos advogados e questões processuais como o ônus da prova. O autor, André Callegari, destaca a necessidade de atualizar a norma para resolver conflitos e melhorar a aplicação da justiça, enfatizando a importância de discutir as implicações legais e os desafios enfrentados na efetivação da lei.

André Callegari
17 mai. 2021 10 acessos
Callegari: A extinção da comissão de reforma da Lei de Lavagem

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a extinção da comissão de reforma da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/98) e as diversas falhas presentes na legislação atual.

Inicialmente, discorre sobre a evolução das legislações de lavagem de dinheiro, desde a primeira geração que restringia os crimes antecedentes ao tráfico de drogas, até a terceira geração que amplia o espectro para qualquer infração penal. Em seguida, destaca a necessidade de atualização da lei para uniformizar a jurisprudência em relação à tipificação de crimes como a corrupção passiva e as causas de aumento de pena, que atualmente podem banalizar a aplicação da lei. O artigo também analisa a amplitude do tipo penal, que pode incriminar até funcionários sem deliberação clara, e os problemas de interpretação dos verbos nucleares que definem a lavagem.

Além disso, discute a autonomia do crime de lavagem e suas implicações processuais, como a inversão do ônus da prova no sequestro de bens, que traz riscos de contaminação do juiz. A questão da mescla de bens, onde patrimônio lícito se confunde com ilícito, e a necessidade de uma nova abordagem sobre os sujeitos obrigados, como os advogados, também são levantadas. O autor conclui defendendo a importância da comissão para atualizar a legislação e melhorar o combate ao branqueamento de capitais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Pontos abordados no artigo "Por que extinguir a comissão de reforma da Lei de Lavagem?", escrito por André Callegari.

  • Contexto da Extinção da Comissão: A comissão de juristas foi extinta pelo presidente da Câmara dos Deputados, a qual tinha o objetivo de reformar a Lei 9.613/98, a Lei de Lavagem de Dinheiro.
  • Desenvolvimento das Gerações de Legislação: A evolução das legislações sobre lavagem de dinheiro, do foco restrito a tráfico de drogas para a inclusão de qualquer infração penal que gere bens ilícitos.
  • Pontos Conflitantes na Aplicação da Lei: A necessidade de atualizar a legislação em relação a conflitos e divergências na jurisprudência, incluindo questões relacionadas à corrupção passiva.
  • Problemas com as Causas de Aumento de Pena: A inadequação do critério atual que leva à habitual banalização do delito de lavagem de dinheiro sem critérios claros de aumento de pena.
  • Autoria e Participação no Delito: A responsabilização ampla de indivíduos envolvidos, mesmo sem participação direta, e a necessidade de definição mais clara dos critérios de responsabilidade penal.
  • Dificuldade na Compreensão dos Verbos Nucleares: A confusão entre os conceitos de ocultação e dissimulação, exigindo uma revisão dos verbos que definem o tipo penal.
  • Autonomia do Julgamento do Crime: A distinção entre o julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro e de infrações penais antecedentes, levantando questões sobre a natureza do tipo penal de lavagem.
  • Desafios Processuais: Problemas no processo legal, incluindo a inversão do ônus da prova e a produção de prova indiciária que pode comprometer a imparcialidade do juiz.
  • Questões sobre Mixagem de Bens: O impacto da contaminação de bens originários de atividades ilícitas e a necessidade de estudar a responsabilidade relativa na mescla de bens.
  • Reflexão sobre Subjetividade das Profissões: A criminalização das atividades de advogados na defesa de clientes, e a necessidade de proteger a profissão dentro de limites éticos e legais adequados.
  • Importância da Comissão de Juristas: A crítica à extinção da comissão que buscava atualizar a legislação sobre o branqueamento de capitais, pedindo reconsideração dessa decisão.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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André CallegariAdvogado Criminalista, professor titular do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP/Brasília), doutor em direito pela Universidad Autónoma de Madrid e com estudos pós-doutorais na mesma Universidade. É, ainda, doutor honoris causa pela Universidade Autónoma de Tlaxcala, México, e doutor honoris causa pelo Centro Universitário del Valle de Teotihuacan, também no México. Autor de diversos artigos e livros na área do Direito Penal.

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