Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de junho (Execução Penal) já aconteceu. A próxima é Lei de Drogas, em Salvador, com ingressos à venda. Ver a imersão de agosto

Artigos Conjur – O afastamento do servidor na Lei de Lavagem de Dinheiro

ARTIGO

O afastamento do servidor na Lei de Lavagem de Dinheiro

O artigo aborda as consequências do indiciamento de servidores públicos por lavagem de dinheiro, ressaltando que tal ato resulta em afastamento automático do cargo, o que levanta preocupações sobre a violação da presunção de inocência. Embora o afastamento possa ser necessário em certos casos para garantir a ordem processual, a legislação atual impõe essa medida sem a necessidade de comprovação do uso do cargo para fins ilícitos. A análise sugere que a aplicação automática da cautelar pode co...

Pierpaolo Cruz Bottini
14 ago. 2012 12 acessos
O afastamento do servidor na Lei de Lavagem de Dinheiro

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a implicação do indiciamento de servidores públicos pela prática de lavagem de dinheiro, destacando que este leva ao afastamento automático do cargo, mesmo que a remuneração seja mantida.

A discussão inicia-se com uma definição sobre o indiciamento, que é uma etapa anterior à acusação formal, e ressalta sua natureza como um juízo provisório sem confirmação de culpa. A necessidade de afastamento é reconhecida em casos onde o servidor pode obstruir investigações ou utilizar a máquina pública para fins ilícitos, mas critica-se a automatização dessa medida como injusta e inconstitucional. O texto argumenta que apenas um juiz deveria ter a autoridade para decretar tal afastamento, e que a aplicação automática do artigo 17-D fere a presunção de inocência garantida pela Constituição.

O autor faz referência a precedentes judiciais e debates históricos sobre a inconstitucionalidade de ações automáticas que privam direitos fundamentais antes de uma condenação definitiva. O artigo conclui que, devido à sua incompatibilidade com princípios constitucionais estabelecidos, a legislação em questão deverá ser questionada e possivelmente revogada.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O afastamento do servidor na Lei de Lavagem de Dinheiro" por Pierpaolo Cruz Bottini e Redação ConJur.

  • Efeito do indiciamento: O indiciamento de um servidor público por lavagem de dinheiro resulta automaticamente em seu afastamento do cargo, mesmo que sua remuneração seja mantida.
  • Definição de indiciamento: O indiciamento refere-se à indicação de um possível autor de crime, baseado em indícios, sem que a pessoa seja considerada réu.
  • Gravidade do afastamento: A medida de afastamento é considerada grave pois implica na supressão das atividades cotidianas do servidor público.
  • Necessidade de afastamento cautelar: O afastamento é justificado em casos em que o servidor pode abusar de seu poder ou interferir em investigações.
  • Limites da autoridade policial: O delegado não possui competência para aplicar medidas cautelares fora das hipóteses constitucionais. Apenas um juiz pode decretar o afastamento do cargo.
  • Presunção de inocência: O artigo 17-D da Lei impede a presunção de inocência, uma vez que o afastamento ocorre de forma automática, apenas com o indiciamento.
  • Medida proporcional: O afastamento deve ser baseado em "justo receio" e deve ser devidamente motivado e fundamentado por um juiz, e não por um ato administrativo.
  • Precedentes históricos: A discussão sobre a supressão automática de direitos se relaciona a princípios históricos de dignidade e justiça, citando manifestações do passado sobre a inelegibilidade.
  • Tendência constitucional: Há uma expectativa de que o artigo 17-D seja declarado inconstitucional devido à sua incompatibilidade com a defesa dos princípios constitucionais e da dignidade humana.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Pierpaolo Cruz Bottini
Pierpaolo Cruz BottiniAdvogado e professor de direito penal da USP.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos