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Artigos Conjur – Litigância abusiva e crédito consignado: Tema 1.328 do STJ

ARTIGO

Litigância abusiva e crédito consignado: Tema 1.328 do STJ

O artigo aborda a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o Tema 1.328, que trata da configuração e a eventual presunção do dano moral na invalidação de contratos de cartão de crédito consignado. O texto analisa a importância de uma decisão uniforme para evitar a litigância predatória e a sobrecarga do Poder Judiciário, defendendo que a demonstração concreta do prejuízo é necessária para a reparação por dano moral, a fim de preservar a segurança jurídica e a previsibilidad...

Georges Abboud
12 mai. 2026
Litigância abusiva e crédito consignado: Tema 1.328 do STJ
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relevância do Tema 1.328 do STJ, que se concentra na definição da configuração de dano moral resultante da invalidação de contratos de cartão de crédito consignado com reserva de margem consignável (RMC).

O texto discute a necessidade de determinar se o dano moral deve ser presumido ou depender de prova concreta, enfatizando que a mera invalidade contratual não gera, por si só, responsabilização civil. O autor alerta sobre os riscos da banalização da responsabilidade civil e reforça que uma decisão uniforme é crucial para a segurança jurídica e a previsibilidade dos custos no contencioso. O texto destaca a importância da isonomia e celeridade na análise do tema, mencionando a suspensão de processos para evitar decisões conflitantes e a relevância de um julgamento célere para não prejudicar as relações contratuais e a atividade econômica. Além disso, aborda o fenômeno da litigância predatória, explicando como a proliferação de demandas sem critérios claros pode trazer ineficiência ao sistema judiciário e beneficiar advogados que atuam de má-fé.

O autor argumenta que a definição de critérios objetivos pelo STJ pode melhorar a segurança jurídica, reduzir ações abusivas e propiciar um crédito mais acessível. Por fim, menciona que a escolha entre presunção e prova concreta na configuração do dano moral terá implicações significativas para o tratamento da litigância abusiva no Brasil, ressaltando que decisões bem fundamentadas podem prevenir a instrumentalização do Judiciário por meio de demandas oportunistas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Litigância abusiva e crédito consignado: Tema 1.328 do STJ" por Georges Abboud.

  • A afetacão do Tema 1.328 pelo STJ: O STJ discute a configuração do dano moral na invalidação de contratos de cartão de crédito consignado com reserva de margem consignável.
  • Dano moral e sua presunção: O artigo analisa se a invalidação do contrato deve levar à presunção de dano moral ou se é necessária a prova concreta do prejuízo.
  • Consequências da banalização da responsabilidade civil: Debate sobre como a mera invalidação não implica automaticamente em dano moral, evitando a banalização da responsabilização.
  • Impactos da insegurança jurídica: A falta de uniformidade na definição do dano moral afeta a previsibilidade dos custos judiciais e a operação das instituições financeiras.
  • Isonomia e celeridade: O STJ adotou a suspensão nacional dos processos sobre o tema, buscando isonomia e aceleração na definição de uma tese vinculante.
  • Litigância predatória: O fenômeno da litigância predatória é discutido em relação à ausência de critérios na configuração do dano moral, gerando demandas em massa e sobrecarga do judiciário.
  • Experiência do TJ-SC: Cita a redução de 90% na judicialização de demandas após a adoção de critérios rigorosos, favorecendo a eficiência do sistema judiciário.
  • Função institucional do STJ: A necessidade de fixar critérios objetivos para reduzir a dispersão jurisprudencial e melhorar a segurança jurídica no mercado de crédito.
  • Proteção do consumidor versus abusos: Discutem-se os limites entre a legítima proteção dos consumidores e o uso abusivo da responsabilidade civil.
  • Critérios para responsabilização civil: A delimitação de situações de responsabilização é fundamental para evitar demandas abusivas e promover segurança jurídica.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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