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Artigos Conjur – Presunção de inocência e o in dubio pro societate (parte 2)

ARTIGO

Presunção de inocência e o in dubio pro societate (parte 2)

O artigo aborda a incompatibilidade entre a presunção de inocência e o princípio do in dubio pro societate, destacando a importância de manter a proteção dos direitos fundamentais do réu durante o processo penal. Os autores argumentam que a dúvida sobre a culpabilidade deve ser interpretada a favor do acusado, reforçando que a continuidade da persecução penal sem provas concretas viola garantias constitucionais. A discussão se aprofunda nas implicações desse princípio, ressaltando a necessida...

Denis Sampaio, Gina Muniz
01 jul. 2023 21 acessos
Presunção de inocência e o in dubio pro societate (parte 2)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a tensão entre a presunção de inocência e a aplicação do princípio in dubio pro societate no processo penal brasileiro. Os autores discutem a importância da presunção de inocência como um direito fundamental que deve prevalecer durante todo o processo, estabelecendo a regra do in dubio pro reo, que determina que dúvidas sobre a culpabilidade devem favorecer o acusado.

Eles criticam a ideia de que o in dubio pro societate, aplicado em momentos como a pronúncia ou o recebimento da denúncia, poderia ser legitimamente utilizado, é uma prática que pode comprometer as garantias fundamentais do réu. O texto explora ainda o caráter punitivo e estigmatizante da persecução penal, ressaltando que a continuidade do processo sem provas suficientes fere os direitos do acusado. Os autores citam experiências jurisprudenciais e ressaltam que a decisão de pronúncia, além de exigir provas consistentes, deve ser baseada em elementos que garantam o contraditório e a ampla defesa.

A crítica se estende à ideia de que a busca por condenações representa um interesse coletivo, como se a absolvição fosse um ato individual sem valor social. Por fim, enfatizam que, em um sistema jurídico democrático, é preferível absolver um culpado do que condenar um inocente, e que o Estado deve focar em proteger os direitos fundamentais de todos os cidadãos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Incompatibilidade entre presunção de inocência e in dubio pro societate" por Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Denis Sampaio.

  • Presunção de Innocência: Análise da evolução histórica e do caráter fundamental desse princípio no direito penal.
  • Regra do In Dubio Pro Reo: Discussão sobre a aplicação desta regra em favor do acusado em casos de dúvidas sobre a culpabilidade.
  • In Dubio Pro Societate: Crítica à aplicação dessa regra em diversas fases do processo penal, mesmo sem respaldo constitucional.
  • Papel do Judiciário: Importância da análise criteriosa dos casos pelos juízes e a manutenção dos direitos fundamentais do acusado.
  • Standard Probátorio: Comparação entre o standard probatório para a decisão de pronúncia e a exigência de certeza na sentença condenatória.
  • Impacto da Persecução Penal: Reflexão sobre as consequências do processo penal na vida do réu, incluindo o estigma de criminoso.
  • Pontos Críticos da Justiça Criminal: Discussão sobre como a pressa e a sobrecarga do Judiciário podem levar a decisões superficiais prejudiciais aos direitos do acusado.
  • Direitos Processuais Fundamentais: A necessidade de proteger os direitos do indivíduo em um sistema que supostamente busca justiça e equidade.
  • Crítica à Hipertrofia do In Dubio Pro Societate: Exame das vozes que desconsideram a presunção de inocência em nome de uma suposta eficiência punitiva.
  • Equívoco na Percepção do Interesse Público: Argumentação sobre a errônea visão de condenação como um interesse coletivo em oposição à absolvição como um interesse individual.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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