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Artigos Conjur – Fim da presunção de inocência pelo STF é nosso 7 a 1 jurídico

ARTIGO

Fim da presunção de inocência pelo STF é nosso 7 a 1 jurídico

O artigo aborda a crítica à decisão do STF que afetou a presunção de inocência, defendendo que essa cláusula é um princípio fundamental do direito penal brasileiro, expressa na Constituição e na Convenção Americana de Direitos Humanos. O autor, Aury Lopes Jr., argumenta que a execução antecipada da pena é uma violação desse princípio e discute como essa decisão irresponsável pode agravar a crise no sistema penitenciário, além de suscitar preocupações sobre a legitimidade judicial frente às ex...

Aury Lopes Jr
04 mar. 2016 14 acessos
Fim da presunção de inocência pelo STF é nosso 7 a 1 jurídico

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importante questão da presunção de inocência à luz da recente decisão do STF e argumenta que a afirmação de que a Constituição “não recepcionou a presunção de inocência” é equivocada, reforçando sua posição como um pressuposto necessário e intrínseco ao processo penal.

Explora a diferença entre a "presunção de inocência" e a "culpabilidade normativa", discutindo que a consideração de culpa deve ocorrer somente após o trânsito em julgado de uma decisão condenatória. O texto também critica a ideia de que recursos extraordinários afetem o conceito de trânsito em julgado e ressalta a irreversibilidade da execução antecipada da pena. Além disso, o autor menciona a inadequação da comparação entre sistemas jurídicos distintos, contestando a aplicação de argumentos baseados em dados quantitativos sobre a defesa e enfatizando a omissão do STF em não enfrentar o artigo 283 do CPP.

Discute também a sensação de impunidade que pode surgir da demora processual e propõe a necessidade de um equilíbrio entre o tempo do direito e as pressões sociais, abordando implicações práticas da decisão do STF sobre a superpopulação carcerária. Por fim, uma crítica à ideia de que decisões judiciais devem responder às expectativas sociais é apresentada, argumentando que a legitimidade do juiz deve vir da proteção dos direitos constitucionais, independentemente da opinião popular.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "Fim da presunção de inocência pelo STF é nosso 7 a 1 jurídico", escrito por Aury Lopes Jr.

  • Presunção de Inocência vs. Presunção de Não Culpabilidade: A discussão se inicia sobre a diferença entre esses conceitos, destacando a relevância da presunção de inocência como um princípio fundamental que deve ser respeitado independentemente da positivação na Constituição.
  • Dever de Tratamento do Acusado: A importância de considerar o réu como inocente e os impactos desta presunção no tratamento legal, especialmente em relação à prisão cautelar e à execução antecipada da pena.
  • Definição de Culpabilidade: Exploração das noções de culpabilidade normativa e fática, destacando que a culpabilidade plena só pode ser reconhecida após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.
  • Caráter Extraordinário dos Recursos: Argumento de que o caráter extraordinário dos recursos não muda o entendimento do que constitui o trânsito em julgado, que deve ser respeitado como condição para a aplicação da pena.
  • Consistência de Conceitos Processuais: Crítica à forma como o STF tratou princípios e conceitos estabelecidos ao criar novos entendimentos sobre o processo penal sem respaldo adequado.
  • Efeito Suspensivo de Recursos: Discutida a recessão dos direitos e garantias individuais pela ausência de efeito suspensivo nos recursos que possam influir nas prisões antes do trânsito em julgado.
  • Comparação Internacional de Sistemas Jurídicos: A análise das diferenças entre sistemas jurídicos internacionais e suas disparidades em relação ao direito penal brasileiro, enfatizando a especificidade da nossa Constituição.
  • Argumentos sobre o Baixo Número de Recursos: A crítica ao argumento de que a quantidade de recursos especiais e extraordinários deve influenciar a presunção de inocência, destacando a estrutura falha nas alegações.
  • Desconsideração do Artigo 283 do CPP: A omissão do STF em declarar a inconstitucionalidade do artigo 283 e como isso é incompatível com a decisão do Supremo sobre a execução antecipada da pena.
  • Impacto Carcerário das Decisões do STF: Preocupações sobre o aumento da população carcerária e as implicações das decisões sobre direitos fundamentais no sistema penal.
  • Expectativas Sociais vs. Direito Penal: A discussão sobre como as expectativas sociais não devem interferir na aplicação da justiça e o papel do juiz como guardião dos direitos constitucionais, mesmo contra a opinião popular.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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