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Artigos Conjur – É preciso separar a academia da preparação para o Exame de Ordem

ARTIGO

É preciso separar a academia da preparação para o Exame de Ordem

O artigo aborda a necessidade de distinguir a preparação acadêmica da abordagem focada no Exame de Ordem, destacando que o aprendizado para a vida jurídica deve ir além da memorização e da técnica realizada nos cursinhos. Os autores, André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa, argumentam que a formação teórica é crucial para a compreensão do Direito, criticando a superficialidade das exigências da prova da OAB e a falta de profundidade nos conhecimentos adquiridos pelos alunos. Além diss...

Alexandre Morais da Rosa
17 out. 2015 14 acessos
É preciso separar a academia da preparação para o Exame de Ordem

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a necessidade de distinguir a formação acadêmica do treinamento específico para o Exame de Ordem, ressaltando que muitos estudantes priorizam a memorização de conteúdos para aprovação em detrimento da compreensão real do Direito.

Os autores discutem como a prova da OAB tem uma abordagem superficial, focando em técnicas de retenção ao invés de um aprendizado profundo e significativo, culminando na ideia de que a maioria das informações aprendidas no curso de Direito só se tornam relevantes posteriormente. Além disso, o texto critica a confusão entre conhecimento teórico e prática técnica, onde muitos estudantes se tornam apenas repetidores de informações jurídicas sem entender os fundamentos. A importância das disciplinas propedêuticas é enfatizada, sinalizando que o currículo deveria priorizar uma formação teórica robusta, contrastando com a preparação voltada apenas para o Exame de Ordem nos cursinhos.

Também é abordada a necessidade de atualização do modelo de ensino superior em Direito, sugerindo que novas metodologias devem ser aceitas, enquanto ressalta que o papel dos professores deve ser diferenciado entre o contexto da graduação e a preparação para concursos. Por fim, os autores alertam contra a ideia de que cursar Direito é apenas um caminho para aprovação na OAB, enfatizando que essa visão limita a capacidade crítica e reflexiva dos futuros juristas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "É preciso separar a academia da preparação para o Exame de Ordem" de André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa.

  • Diferenciação entre aprendizado técnico e compreensão do Direito: A crítica à abordagem superficial da prova da OAB e à falta de questionamento teórico que limita o aprendizado a técnicas de memorização.
  • Memória e seu papel na aprendizagem: Exploração dos diferentes tipos de memória (sensorial, curto prazo e longo prazo) e a importância de compreender a informação para a retenção a longo prazo.
  • A Babel jurídica: Discussão sobre a confusão entre conhecimento teórico e prático no Direito, enfatizando a necessidade de compreender as bases teóricas para entender a prática.
  • Crítica ao ensino técnico na formação jurídica: A crítica à superficialidade do foco em normas e datas, em vez da compreensão do contexto e fundamentos do Direito.
  • Diferentes papéis dos professores: A necessidade de separar a função de professores de cursinhos de preparação da OAB e de professores de graduação, com foco em uma formação teórica ampla.
  • Desafios do ensino jurídico moderno: O reconhecimento de que o modelo tradicional de ensino precisa de atualizações para se adaptar às novas metodologias, sem perder de vista a formação teórica.
  • Participação em eventos acadêmicos: Menção ao IV Colóquio Internacional de Direito e Literatura e a importância de iniciativas que promovem o diálogo entre teoria e prática no Direito.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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