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Artigos Conjur – Discurso sobre ativismo é instrumento retórico seletivo travestido de lobbies

ARTIGO

Discurso sobre ativismo é instrumento retórico seletivo travestido de lobbies

O artigo aborda a crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a acusação de ativismo judicial como uma estratégia retórica utilizada por políticos e colunistas para angariar apoio. O autor, Georges Abboud, argumenta que pouco do julgamento do STF pode realmente ser classificado como ativismo e que, na verdade, o Congresso também tem adotado práticas similares em comissões parlamentares de inquérito. O texto destaca a necessidade de um escrutínio justo de todos os Poderes, denunciando um padrã...

Georges Abboud
09 abr. 2026
Discurso sobre ativismo é instrumento retórico seletivo travestido de lobbies
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica ao ativismo judicial no contexto político atual, destacando como tal crítica se tornou uma ferramenta retórica utilizada por políticos e colunistas para ganhar votos e cliques, muitas vezes de forma seletiva.

Discute a definição e os efeitos nocivos do ativismo judicial, que se configura como decisões de juízes que priorizam suas subjetividades em detrimento da legalidade democrática. Além disso, argumenta que o verdadeiro ativismo judiciário pode ser encontrado na atuação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), que cometem excessos ao ignorar direitos fundamentais e a separação dos Poderes, assunto que é frequentemente esquecido na discussão sobre o Judiciário.

O artigo também critica a assimetria no escrutínio entre o STF e o Congresso, onde a atuação do Legislativo tende a ser relativizada enquanto a do Judiciário é excessivamente cobrada. Por fim, salienta que as críticas ao STF muitas vezes ocultam interesses de lobbies, propondo uma análise mais imparcial e consistente sobre a questão do ativismo em todos os Poderes.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Discurso sobre ativismo é instrumento retórico seletivo travestido de lobbies" por Georges Abboud.

  • Critica ao STF: Análise de como políticos e colunistas utilizam o ativismo judicial como uma estratégia retórica para ganhar apoio e cliques, associando críticas ao Supremo Tribunal Federal ao conceito de ativismo judicial.
  • Noção de ativismo judicial: Definição do ativismo judicial como prática prejudicial à democracia, onde juízes permitem que sua subjetividade prevaleça sobre a legalidade.
  • Prática real do ativismo: Discussão sobre a verdadeira frequência do ativismo judicial no STF, apontando que as decisões consideradas ativistas são muitas vezes apenas aquelas que desagradam a mídia e à política.
  • Ativismo no Legislativo: Exame do ativismo judicial que se manifesta também no Poder Legislativo, especialmente em CPIs, onde procedimentos e direitos fundamentais são frequentemente desrespeitados.
  • Desrespeito à separação de poderes: Observações sobre como CPIs desafiam a separação de poderes ao ignorar decisões do STF e ao agir de forma que contraria a legalidade.
  • Contraposição das práticas: Reflexão sobre o paradoxo de o Congresso criticar o STF enquanto pratica os mesmos comportamentos que condena, revelando a falta de credibilidade nas críticas.
  • Decisões do STF: Destaque para as decisões do STF que visam garantir a fundamentação em quebras de sigilo e a observância de padrões normativos na requisição de RIFs por CPIs.
  • Escrutínio seletivo: Análise da assimetria crítica presente na forma como o STF e o Legislativo são avaliados, promovendo uma crítica ao padrão duplo em relação ao ativismo judicial.
  • Critica institucional: Argumentação de que uma crítica consistente ao ativismo judicial deve ser uniforme, independentemente do órgão que o pratica, para evitar que se torne instrumento retórico seletivo.
  • Interesses de lobbies: Conclusão sobre como muitas críticas do Legislativo e do colunismo não são imparciais e podem ocultar interesses de grupos poderosos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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