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Artigos Conjur – Direito à tradução e à interpretação no processo penal

ARTIGO

Direito à tradução e à interpretação no processo penal

O artigo aborda a importância do direito à tradução e à interpretação no processo penal, especialmente em um contexto de crescente imigração e necessidade de proteção dos direitos de estrangeiros. Os autores discutem a legislação brasileira e internacional que assegura esses direitos, destacando a fragilidade dos conduzidos estrangeiros e a necessidade de facilitar sua comunicação no sistema de justiça. Além disso, o texto aponta para a inovação tecnológica como uma potencial solução para gar...

Alexandre Morais da Rosa
28 out. 2017 19 acessos
Direito à tradução e à interpretação no processo penal

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância do direito à tradução e à interpretação no processo penal, especialmente diante do cenário atual de imigração e refugiados.

Os autores discutem a necessidade da presença de intérpretes para garantir a ampla defesa, refletindo sobre a legislação brasileira, como o Código de Processo Penal e a Resolução 213, que asseguram o uso de intérpretes durante o interrogatório e em audiências de custódia. Destacam a vulnerabilidade do indivíduo preso, principalmente o estrangeiro, enfatizando a qualidade da interpretação e tradução como garantias de direitos fundamentais. Os autores também analisam a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e sua aplicação na notificação consular, ressaltando a necessidade de cumprimento para evitar a nulidade dos atos processuais.

A discussão se amplia com a Diretriz 2010/64 da União Europeia, que transmuta o direito à interpretação e tradução como condição essencial para a defesa. Por fim, refletem sobre o uso de tecnologias, como a teleconferência, para melhorar a comunicação e a compreensão dos acusados, reiterando a injustiça de condicionar o direito ao devido processo legal em uma língua desconhecida pelo réu.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Tópicos abordados no artigo "Direito à tradução e à interpretação no processo penal", escrito por Alexandre Morais da Rosa e Fernanda Becker.

  • Contexto de migração e direito à interpretação: A importância da presença de intérpretes no processo penal, especialmente diante do aumento do deslocamento de imigrantes e refugiados.
  • Previsões legais no Código de Processo Penal: Artigos 193 e 223 que garantem o uso de intérpretes para interrogatórios e testemunhos de estrangeiros.
  • Direitos da pessoa custodiada: Protocolo II da Resolução 213 enfatizando a necessidade de assistência de intérprete em audiências de custódia.
  • Vulnerabilidade de estrangeiros no sistema penal: Análise da condição de vulnerabilidade do conduzido estrangeiro em face do aparato estatal.
  • Relação entre defesa e interpretação: Importância da interpretação e tradução como direitos fundamentais que sustentam o direito de defesa, segundo Clara Fernández Carron.
  • Notificação consular nas prisões: Decisão do STF sobre a notificação consular de estrangeiros presos e sua urgência, conforme a Convenção de Viena.
  • Cumprimento das garantias legais: A necessidade de fiscalização do cumprimento da notificação consular e suas implicações no devido processo legal.
  • Dificuldades nas agências estatais: Lacunas na comunicação em processos judiciais e a necessidade de capacitação dos servidores envolvidos.
  • Comparativo internacional: Diretriz 2010/64 da UE que estabelece garantias mínimas de interpretação e tradução nos processos penais.
  • Diferença entre tradução e interpretação: A relação intrínseca entre ambos os conceitos e a importância de sua aplicação adequada nos processos legais.
  • Inovações tecnológicas: Possibilidades de teleconferências como forma de garantir direitos dos acusados sem onerar o sistema público.
  • Importância da língua no direito ao devido processo: Consequências da falta de compreensão linguística para a defesa e o acesso à justiça.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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