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Artigos Conjur – Autoengano político coloca em risco o Estado de Direito

ARTIGO

Autoengano político coloca em risco o Estado de Direito

O artigo aborda a relação entre autoengano e a política brasileira contemporânea, evidenciando como a intolerância e os discursos de ódio se entrelaçam com a cegueira em reconhecer a diversidade. Inspirado na obra de Eduardo Giannetti, o texto explora como o autoengano impulsiona a ação humana, distorcendo percepções e justificando comportamentos moralmente questionáveis, refletindo sobre os riscos que isso representa para a defesa do Estado de Direito e da democracia. Além disso, ressalta a ...

Marco Marrafon
24 mar. 2015 14 acessos
Autoengano político coloca em risco o Estado de Direito

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão do autoengano político e suas implicações para o Estado de Direito no Brasil, explorando temas como a intolerância decorrente da falta do direito à diferença, a própria natureza do autoengano em indivíduos e sociedades, e seu papel nas interações humanas e políticas.

Primeiramente, discute-se a relação entre o fenômeno do autoengano e a dificuldade em mudar opiniões, mesmo diante de evidências contrárias, com base em um conflito interno entre desejo e culpa, seguido por argumentos que justificam ações moralmente questionáveis. Exemplos da vida cotidiana ilustram como as pessoas frequentemente validam comportamentos inadequados, o que se estende a atitudes contra a corrupção. A parcialidade moral é analisada, destacando a tendência de tratamento mais benevolente a semelhantes, enquanto a diferença é muitas vezes desvalorizada.

Também é explorada a teoria dos círculos concêntricos, que aborda as identidades que moldam a percepção do eu em relação ao mundo. Além disso, o artigo menciona a influência do autoengano no direito e na política, levando a decisões judiciais enviesadas e ao surgimento de posições totalitárias em nome de causas consideradas justas. Por fim, enfatiza a importância da defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição, alertando sobre o crescimento de discursos autoritários e a necessidade de um debate político saudável e respeitoso.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Autoengano político coloca em risco o Estado de Direito", escrito por Marco Aurélio Marrafon.

  • Intolerância e Cegueira Política: Análise do contexto brasileiro e as lutas políticas marcadas por discursos de ódio e a dificuldade em aceitar a diferença.
  • Raízes do Autoengano: Reflexão a partir da obra "Auto-engano" de Eduardo Giannetti, questionando como indivíduos acreditam em suas próprias mentiras.
  • Características do Autoengano: O autoengano é involuntário, não racionalizável, e se baseia na aceitação dogmática de convicções pessoais.
  • Conflito entre Desejo e Ética: O processo de justificar ações imorais através de argumentos que salvam o indivíduo do sentimento de culpa.
  • Hipocrisia Social: A parcialidade moral em relação a diferentes grupos, enfatizando a condescendência com os semelhantes e a dureza com os diferentes.
  • Falta de Longo Prazo: A importância de planejar ações com preocupação ambiental e social, versus a busca pela gratificação instantânea.
  • Identidade e Círculos Concêntricos: A teoria que relaciona a formação da identidade com a percepção do próximo e a empatização com semelhantes.
  • Ação Humana e Direito: Como o autoengano impacta decisões judiciais e políticas, e a necessidade de diversidade na representação legislativa.
  • Consequências do Hiperindividualismo: A transformação de boas causas em justificativas para ações violentas e totalitárias.
  • Luta pelo Estado de Direito: A urgência de promover e proteger a democracia e a diversidade em tempos de crescente autoritarismo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Marco MarrafonDoutor e Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná – UFPR com estudos doutorais na Università degli Studi di Roma Tre - Italia. Professor Associado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Presidente (2012-2018) e Membro da Academia Brasileira de Direito Constitucional. Coordenador do LabDIa - Laboratório de Direito e Inteligência Artificial do PPGD/UERJ. Membro da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB. Advogado.

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