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Artigos Conjur – A prescrição da multa aplicada na sentença penal condenatória

ARTIGO

A prescrição da multa aplicada na sentença penal condenatória

O artigo aborda a decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, que determinou que a multa aplicada em sentença penal condenatória é uma dívida de valor que prescreve em cinco anos, com base no Código Tributário Nacional, em contraste com o Código Penal. A discussão gira em torno da interpretação da prescrição das multas e a natureza de sua cobrança, enfatizando a recente mudança legislativa que exclui a possibilidade de conversão da multa em pena privativa de liberdade e a ...

Rômulo Moreira
14 out. 2021 31 acessos
A prescrição da multa aplicada na sentença penal condenatória

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da prescrição da multa imposta em sentenças penais condenatórias, com foco na recente decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, que estabelece que a pena de multa, considerada uma dívida de valor e obrigação de natureza fiscal, prescreve em cinco anos, conforme o Código Tributário Nacional (CTN), em contraste ao que é previsto no Código Penal.

O texto também discute a aplicação do princípio da especialidade, ressaltando a primazia das normas tributárias sobre as penais neste contexto, e a distinção entre dívida ativa tributária e não tributária. A decisão foi fundamentada na nova redação do artigo 51 do Código Penal, que classifica a multa como dívida de valor e fixa sua execução. O artigo ainda menciona as mudanças legislativas relevantes, como as introduzidas pelas leis 9.268/96 e 13.964/2019, que visam evitar a conversão da pena pecuniária em prisão, esclarecendo que o crédito decorrente de multas penais deve ser inscrito para ser cobrado.

Além disso, a atuação do Ministério Público na execução dessa dívida é discutida, enfatizando que ela se mantém distinta das dívidas tributárias tradicionais. O artigo se aproxima de uma análise crítica sobre a evolução normativa e suas implicações práticas na cobrança e na execução de multas penais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo “A prescrição da multa aplicada na sentença penal condenatória”, de Rômulo de Andrade Moreira.

  • Decisão do TJ-PR: A 3ª Câmara Criminal decidiu que a multa aplicada após a sentença penal condenatória prescreve em cinco anos, considerando-a uma dívida de valor.
  • Aplicação do Código Tributário Nacional: A decisão prevalece sobre o artigo 114, inciso II, do Código Penal, em virtude do princípio da especialidade.
  • Recurso da defesa: A defesa questionou a aplicação do prazo de prescrição quinquenal do Código Tributário Nacional em relação à multa penal.
  • Alterações legislativas: Discussão sobre a redação atual do artigo 51 do Código Penal e suas implicações nas multas penais.
  • Natureza da dívida: A multa penal é considerada uma dívida ativa da Fazenda Pública, não se limitando a créditos tributários.
  • Competência para execução: O Ministério Público é responsável pela execução da multa penal, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.
  • Debate sobre dívida ativa: A legislação define a dívida ativa não apenas como tributária, mas abrangendo outros créditos da Fazenda Pública, incluindo multas de natureza penal.
  • Inscrição da dívida ativa: A necessidade de que a dívida ativa, incluindo a multa penal, esteja devidamente inscrita para que possa ser cobrada judicialmente.
  • Impacto da legislação nas normas financeiras: A discussão sobre como as alterações legislativas afetam a cobrança e a classificação das dívidas ativas no contexto financeiro.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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