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Artigos Conjur – A essência autoritária do artigo 385 do Código de Processo Penal

ARTIGO

A essência autoritária do artigo 385 do Código de Processo Penal

O artigo aborda a arguição de descumprimento de preceito fundamental proposta pela Anacrim ao STF, visando contestar a compatibilidade do artigo 385 do Código de Processo Penal com a Constituição. O autor analisa a origem autoritária do dispositivo, destacando sua origem no regime do Estado Novo e sua incompatibilidade com princípios do sistema acusatório contemporâneo, como o respeito à presunção de inocência e o papel do Ministério Público. O texto ressalta a necessidade de a norma ser decl...

Paulo Thiago Dias
05 fev. 2024 23 acessos
A essência autoritária do artigo 385 do Código de Processo Penal

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) protocolada pela Anacrim junto ao STF, que visa a declaração de não receptividade do artigo 385 do Código de Processo Penal pela Constituição.

O artigo 385 permite que um juiz condene independentemente da opinião do Ministério Público, o que levanta questões sobre sua compatibilidade com princípios fundamentais do direito, como a presunção de inocência e a imparcialidade judicial. A análise do autor explora a origem autoritária do CPP de 1941, concebido durante o regime do Estado Novo de Getúlio Vargas, e suas implicações históricas com práticas persecutórias, como a colaboração com a Gestapo. O texto discorre sobre como a estrutura do CPP, inspirado em modelos autoritários, ainda preserva dispositivos que contradizem os pósulates do sistema acusatório, estabelecendo a primazia da acusação e limitando o papel do judiciário.

O autor argumenta que a manutenção do artigo 385 é contrária ao novo paradigma democrático estabelecido pela Constituição de 1988 e reclama a necessidade de sua revogação para assegurar direitos fundamentais e a justiça processual. Além disso, o artigo discute as características do processo penal inquisitorial vigente no Brasil e a conivência do Judiciário em ultrapassar limites impostos pela falta de um pedido de condenação do Ministério Público, o que poderia tornar o sistema processual mais justo e equitativo.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A essência autoritária do artigo 385 do Código de Processo Penal" de Paulo Thiago Fernandes Dias.

  • Contexto Histórico do artigo 385 do CPP: O artigo remonta ao ano de 1941, durante o regime autoritário do Estado Novo sob Getúlio Vargas.
  • Manutenção da Validade: Debate sobre a validade do artigo 385 do CPP e sua aplicação pelo Judiciário em casos penais.
  • Características Autoritárias do CPP: O Código de Processo Penal foi idealizado por juristas autoritários, influenciado pelo Direito Processual Penal Fascista.
  • Incompatibilidade com a Constituição: O artigo 385 do CPP contradiz princípios constitucionais como a presunção de inocência e a inércia da jurisdição.
  • Papel do Ministério Público: A função do MP na ação penal pública e sua importância na formulação da pretensão acusatória.
  • Modelo Acusatório vs. Inquisitorial: Comparação entre o modelo acusatório vigente e o sistema inquisitorial aplicado desde a aprovação do CPP em 1941.
  • Pedido de Absolvição: A importância do pedido de absolvição do Ministério Público e suas implicações no julgamento pelo Judiciário.
  • Expectativas sobre a ADPF: A expectativa de que o STF reconheça a incompatibilidade do artigo 385 do CPP com a Constituição, buscando a revogação desse dispositivo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Paulo Thiago DiasDoutor em Direito Público (UNISINOS), Mestre em Ciências Criminais (PUCRS), Bacharel em Direito (UFPA), Professor Universitário (CEUMA e UEMASUL), Advogado, Autor do livro “A decisão de pronúncia baseada no in dubio pro societate: um estudo crítico sobre a valoração da prova no processo penal constitucional”.

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