O STJ inteiro, por qualquer ângulo.
3,9 milhões de decisões, 93 anos de acervo, navegáveis por quem decide, o que se decide, quando e como. Pare de adivinhar o tribunal pela amostra que você lê. Veja-o inteiro.

No STJ, a maioria das decisões é o relator, sozinho.
Na janela recente do acervo, 68,5% das decisões do tribunal são monocráticas, do relator individual, não de um colegiado. E a produção é concentrada: os 10 ministros mais ativos respondem por 50,2% dela.
O acórdão firma tese e vincula a Turma; a monocrática mostra como o relator pensa. Saber quanto cada relator decide sozinho, e como, deixa de ser intuição de corredor e vira dado, sobre o acervo inteiro, com o recorte criminal a um clique.

O tribunal gasta a maior parte do tempo decidindo o que não vai julgar.
A classe mais movimentada não é o habeas corpus (18,3% do acervo na janela): é o agravo em recurso especial, o AREsp, o recurso contra a não-admissão do REsp na origem.
Recursos especiais somam 71,7% do volume, e o AREsp domina, decidido quase todo monocraticamente. A leitura para a estratégia é direta: antes do mérito vem a admissibilidade, e é nela que o tribunal mais trabalha. Ver a composição real do acervo recoloca o HC no seu tamanho.

Cinco portas para o mesmo acervo, e o cruzamento dentro de cada uma.
Por ministro, por classe, por colegiado, por tempo e por termo. Cada porta abre uma análise dedicada, com recortes e comparações, e os cruzamentos entre dimensões ficam disponíveis dentro de cada caminho.
Quer a produção de um relator? A taxa de provimento de uma classe? A frequência de um termo jurídico ao longo do tempo? Em vez de adivinhar, você escolhe o eixo e o tribunal se reorganiza em torno da sua pergunta. 158 ministros, 2.388 classes, 93 anos de acervo.

Quem vai relatar o seu caso, em números.
A porta Por Ministro abre o padrão de cada relator: quanto produz, em que classes, quanto decide sozinho, e a taxa de concessão, separada entre monocrática e acórdão.
A mesma matéria encontra um relator que concede mais na caneta e menos no colegiado, e outro o inverso. Conhecer o desfecho típico de quem vai julgar, antes de protocolar, é a diferença entre escolher a estratégia e torcer pelo sorteio do relator.

Como lemos.
Duas separações sustentam tudo o que está acima. A primeira é entre acórdão e monocrática: somar os dois num número só esconde justamente o que interessa, porque o colegiado firma tese e o relator sozinho mostra rotina. A segunda é a janela: a série de monocráticas começa em 2021, então percentual calculado sobre o acervo inteiro dilui o numerador em décadas que não têm monocrática nenhuma. Por isso os números desta peça vêm da janela recente, e é ela que os gráficos da tela usam. Comparação entre relatores, do mesmo modo, só vale dentro da mesma classe: gabinetes recebem pilhas diferentes, e a taxa crua mede a pilha tanto quanto o gabinete.
Pare de adivinhar o STJ. Veja-o.
Escolha um eixo, um relator, uma classe ou um termo, e o acervo inteiro do tribunal se reorganiza em torno da sua pergunta.