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Artigos Conjur – Crie repertório: IA, ‘vibe lawyering’ e o risco de automatizar a imprudência

ARTIGO

Crie repertório: IA, 'vibe lawyering' e o risco de automatizar a imprudência

O artigo aborda o impacto da inteligência artificial generativa no campo jurídico, destacando sua utilidade como ferramenta de apoio, mas alertando para os riscos da automatização da imprudência e da dependência cognitiva. Os autores discutem o fenômeno do “vibe lawyering”, onde usuários sem formação jurídica se apoiam excessivamente em tecnologias de IA para formular teses e redigir documentos, resultando em possíveis erros e desinformação. A reflexão central gira em torno da necessidade de ...

Dierle Nunes
15 jul. 2026
Crie repertório: IA, \'vibe lawyering\' e o risco de automatizar a imprudência
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a utilização da inteligência artificial (IA) no campo jurídico, destacando suas capacidades como ferramenta de apoio, como a detecção de padrões, resumo de documentos e identificação de inconsistências.

Porém, alerta para os riscos da adoção acrítica dessa tecnologia, que pode levar à desqualificação profissional (deskilling) e à substituição do juízo crítico dos advogados. Introduz o conceito de “vibe lawyering”, referindo-se à prática de indivíduos sem formação jurídica utilizando IA para formular teses ou redigir peças, o que pode gerar previsões equivocadas sobre casos legais. O texto expõe preocupações com o crescimento da litigiosidade, aumento de documentos processuais inadequados e a ideia de que a facilidade trazida pela IA não implica automaticamente maior qualidade na tutela jurídica.

Também são mencionados estudos do impacto da IA no acesso à justiça nos EUA, incluindo o aumento significativo de ações judiciais por pessoas sem advogados e a sobrecarga do sistema judicial. Conclui que, embora a IA possa ser benéfica, é essencial que os usuários desenvolvam repertório jurídico, compreendam os limites da tecnologia e adotem práticas responsáveis ao seu uso, enfatizando a distinção entre a aparência de conhecimento técnico e a realidade da competência jurídica.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Crie repertório: IA, 'vibe lawyering' e o risco de automatizar a imprudência" por Dierle Nunes e Camila Bambirra.

  • Inteligência Artificial como Ferramenta: A IA generativa como suporte para advogados e cidadãos na identificação de padrões, resumos de documentos e sugestões argumentativas, mas com riscos associados ao uso imprudente.
  • Deskilling e Dependência Cognitiva: A crítica ao uso acrítico da IA que leva à desqualificação profissional, onde a tecnologia substitui o juízo crítico dos profissionais do Direito.
  • Limitações da IA no Direito: A IA não compreende o Direito como um jurista; pode gerar respostas enganadoras que aparentam ser verdadeiras sem respaldo jurídico.
  • Vibe Lawyering: O fenômeno em que leigos utilizam IA para formular teses jurídicas e redigir peças, gerando uma falsa sensação de segurança e conhecimento.
  • Aumento da Litigiosidade: A preocupação com o aumento das ações judiciais sem adequada representação legal devido ao uso crescente de IA por litigantes.
  • Impacto da IA nas Ações Judiciais: Dados que mostram um aumento na quantidade de movimentações processuais, sem melhora na qualidade, gerando uma sobrecarga ao sistema judicial.
  • Educação e Governança: A necessidade de criar repertório para cidadãos e advogados, além da governança da IA no Judiciário para controlar e monitorar o uso da tecnologia.
  • O Futuro da Prática Jurídica: Reflexão sobre como a IA pode ser utilizada de forma responsável, ressaltando a importância da formação contínua e da critical evaluation nas práticas jurídicas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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