Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de junho (Execução Penal) já aconteceu. A próxima é Lei de Drogas, em Salvador, com ingressos à venda. Ver a imersão de agosto

Artigos Migalhas – Decisões invisíveis e ativismo judicial

ARTIGO

Decisões invisíveis e ativismo judicial

O artigo aborda a problemática das decisões judiciais "invisíveis" e o ativismo judicial, destacando como algumas sentenças em desacordo com o Direito têm maior visibilidade e provocam reações na sociedade. O texto discute a natureza e as implicações do ativismo, que pode ser visto como uma indesejável tomada de poder, e sugere uma abordagem equilibrada que respeite o diálogo e a legislação. Ao final, enfatiza a importância da autocontenção judicial como um princípio bem fundamentado para a p...

Georges Abboud
07 jan. 2025
Decisões invisíveis e ativismo judicial
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a preocupação com as "decisões judiciais invisíveis", aquelas que, apesar de sua relevância e alinhamento com o Direito, não recebem a devida atenção da mídia e da sociedade.

Traça-se um contraste com o ativismo judicial, onde decisões que rompem com a legalidade tornam-se manchetes, destacando a influência da sociedade e da doutrina nessa prática. Autores como Julio Grostein caracterizam o ativismo como uma ação judicial que pode prejudicar a democracia e a imparcialidade do Judiciário, enquanto Marco Jobim e Zulmar Duarte propõem um ativismo dialógico que busque o equilíbrio entre as partes envolvidas. O texto critica a ideia de que o ativismo judicial é benéfico, enfatizando que, na verdade, ele representa uma usurpação de poder e gera insegurança jurídica. Essa prática é associada à criação de políticas públicas indevidas e à desestabilização dos poderes.

Além disso, o artigo discute a complexidade da interpretação das normas jurídicas, especialmente em cenários que envolvem cláusulas gerais, ressaltando que a atuação do juiz deve ser restrita ao contexto do direito e da justiça, sem se aventurar em esferas políticas ou criativas inadequadas. A conclusão ressoa a necessidade de autocontenção por parte do Judiciário, que deve preservar sua independência e integridade, evitando ser seduzido pelo ativismo, essencial para a manutenção da democracia e do pluralismo.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Decisões invisíveis e ativismo judicial" por Rodrigo da Cunha Lima Freire.

  • Conceito de decisões invisíveis: Discussão sobre como muitas decisões judiciais são ignoradas pela mídia e pela sociedade, enquanto as que fogem ao correto são amplamente divulgadas.
  • Definição de ativismo judicial: Análise do ativismo judicial como uma apropriação indevida de poder que resulta em decisões fora dos limites do Direito.
  • Visões diversas sobre ativismo: Comparação entre a visão crítica de Julio Grostein e a abordagem mais ativa de Marco Jobim e Zulmar Duarte, que veem o ativismo como uma forma de resolução de conflitos.
  • Proposta de ativismo dialógico: Apresentação da ideia de um ativismo judicial que envolve diálogo entre as partes, interesses e poderes, buscando um equilíbrio na jurisdição.
  • Poder do juiz: Reflexão sobre o papel do juiz como aplicador do Direito e não como criador de novas ordens jurídicas.
  • Relação do juiz com a democracia: Crítica à ideia de que o ativismo judicial pode salvar a democracia e promover justiça social, destacando que isso deve ser uma consequência e não um objetivo.
  • Insegurança jurídica: Discussão sobre como o ativismo judicial gera insegurança, imprevisibilidade e desconfiança na ordem jurídica.
  • Interpretação de cláusulas gerais: Análise sobre a atuação do juiz frente a conceitos jurídicos indeterminados e a necessidade de fundamentação nas decisões.
  • Critica ao ativismo vertical: Observação sobre o avanço do CNJ em áreas jurisdicionais, diferenciando-o do verdadeiro ativismo judicial.
  • Importância da autocontenção judicial: Valoração da autocontenção do Judiciário para a preservação do pluralismo e da democracia, destacando a invisibilidade dessa prática em contraste com o ativismo.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Georges Abboud
Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos