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Artigos Migalhas – Direito à perícia independente

ARTIGO

Direito à perícia independente

O artigo aborda a relevância do direito à perícia independente no processo penal, enfatizando como essa ferramenta é essencial para garantir a paridade entre a defesa e a acusação, que geralmente dispõe de mais recursos. Os autores discutem a autonomia dos órgãos periciais e argumentam que a vero entendimento da perícia deve ser desprovida de interferências para assegurar direitos fundamentais. Além disso, ressaltam a importância de uma atuação imparcial e qualificada na fase de coleta de evi...

Gabriel Bulhões
07 nov. 2025
Direito à perícia independente
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância do direito à perícia independente no contexto do processo penal, destacando a disparidade entre os recursos disponíveis para a defesa e a acusação, principalmente no que tange à coleta e análise de provas.

Explora-se a estrutura dos órgãos periciais, que, ao serem desvinculados das polícias civis, adquirem autonomia técnico-científica, funcional, administrativa e financeira, conforme enfatizado por doutrinadores como Saad Neto. A autonomia dos peritos é crucial para assegurar a imparcialidade na produção de laudos e no exame de evidências. O texto também discute a necessidade da perícia como um direito fundamental, essencial para garantir a verdade processual e a proteção dos direitos dos acusados, livre de influências do Estado-acusação.

A atuação inadequada das polícias e do Ministério Público na coleta de provas, que pode comprometer a cadeia de custódia e a validade das evidências, é um ponto central, exemplificando como a intervenção inadequada pode levar à inadmissibilidade das provas no processo penal. Por fim, o artigo sugere que a defesa deve ter o direito de requerer perícias independentes para verificar a integridade das provas apresentadas pela acusação, reforçando a necessidade de um sistema que promova a equidade no acesso à justiça.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Direito à perícia independente" por Paulo Brondi e Gabriel Bulhões Nóbrega Dias.

  • Introdução: Considerações sobre a desigualdade de recursos entre a acusação e a defesa no processo penal e a importância da perícia independente para garantir um julgamento justo.
  • A polícia técnico-científica: Descrição da autonomia dos órgãos periciais e a necessidade de desvinculação da polícia civil para evitar interferências no trabalho pericial, enfatizando as diversas autonomias que esses órgãos devem possuir.
  • Perícia independente como direito fundamental: Discussão sobre a perícia independente como um direito fundamental, essencial para a busca da verdade no contexto da justiça criminal e a garantia de direitos da pessoa investigada.
  • A atuação direta das polícias e do Ministério Público: Análise dos potenciais conflitos de interesse quando as evidências são manipuladas por órgãos da acusação, expondo a quebra da cadeia de custódia e suas implicações para a admissibilidade de provas.
  • Conclusão: Reforço da necessidade de um órgão pericial autônomo e imparcial para garantir a dignidade do processo penal e a proteção dos direitos dos acusados, além de defender a invalidação de provas produzidas de maneira unilateral pela acusação.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Gabriel BulhõesAdvogado criminalista com atuação em Natal/RN, São Paulo/SP, Brasília/DF e outros 17 estados. Professor de pós-graduações, mestre e doutorando em Ciências Criminais pela PUC/RS, pós-graduado em Ciências Criminais pela UCAM/RJ e em Direito Penal Econômico pelo IBCCRIM em parceria com a Universidade de Coimbra. Head dos projetos Defenda-me e ETHOSBrasil.org e Diretor Jurídico da APECOF. VicePresidente da Comissão Nacional de Investigação Defensiva do CFOAB e Presidente da Comissão Nacional de Investigação Defensiva da ABRACRIM. Autor dos livros “Manual Prático de Investigação Defensiva: um novo paradigma na advocacia criminal brasileira”, “Cadeia de Custódia à Prova de Adulterações: como a blockchain pode garantir a integridade das provas no processo penal” e “Vigiando os Vigilantes dos Vigias: um estudo sobre o controle da Polícia Militar”. Atuação concentrada em investigação defensiva, prova penal, blockchain/criptoativos, cadeia de custódia, prova digital e direito penal econômico.

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