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Artigos Migalhas – O acesso e o contraditório à colaboração premiada é manifestação precípua da ampla defesa

ARTIGO

O acesso e o contraditório à colaboração premiada é manifestação precípua da ampla defesa

O artigo aborda a importância do acesso do delatado aos termos da colaboração premiada, enfatizando que isso é fundamental para assegurar o contraditório e a ampla defesa no processo penal. Os autores discutem como a jurisprudência, especialmente a decisões da Suprema Corte, tem reconhecido esse direito como essencial à proteção dos acusados. Além disso, analisam as implicações da legislação vigente sobre o tema, ressaltando a necessidade de garantir a transparência nas acusações e a possibil...

André Callegari
15 set. 2020
O acesso e o contraditório à colaboração premiada é manifestação precípua da ampla defesa

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão do acesso do delatado aos termos da colaboração premiada, enfatizando a importância desse acesso para o exercício do contraditório e da ampla defesa, direitos fundamentais consagrados na Constituição e em tratados internacionais.

Discute-se como a colaboração premiada pode influenciar a convicção judicial, destacando a necessidade de garantir que o delatado tenha acesso a todos os elementos que o possam incriminar. A decisão da 2ª turma do STF sobre o caso do ex-presidente Lula é mencionada, ilustrando a concessão de acesso aos trechos da colaboração que o implicam. O texto ainda analisa a legislação pertinente, como a lei 12.850/13, que regulamenta a colaboração premiada e estabelece condições para o sigilo das informações, bem como a possibilidade de questionamento do acordo e de suas legalidades, garantindo direitos fundamentais e o princípio da segurança jurídica.

Além disso, são mencionadas as implicações da lei 13.964/19 e os riscos associados à insegurança jurídica em relação aos acordos firmados. Por fim, ressalta-se a necessidade de que as normas processuais se ajustem à Constituição, evitando que se tornem obsoletas ou aplicadas de maneira episódica.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O acesso e o contraditório à colaboração premiada é manifestação precípua da ampla defesa" por João Vieira Neto e Vinícius Segatto.

  • Acesso aos termos de colaboração: Discussão sobre a importância do delatado ter acesso aos termos de colaboração em que é citado, como uma manifestação do contraditório e da ampla defesa.
  • Princípios constitucionais: Análise do princípio do contraditório e da ampla defesa, garantidos pela Constituição e pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos, e sua relevância em um Estado Democrático.
  • Decisão do STF: A 2ª turma do STF decidiu conceder ao ex-presidente Lula o acesso aos trechos do acordo de colaboração premiada envolvendo Antonio Palocci, destacando a aplicação da súmula vinculante 14.
  • Lei 12.850/13: O artigo 7º assegura ao defensor o acesso a informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada, ressalvadas as diligências em andamento.
  • Riscos e irregularidades: Reflexão sobre os riscos de irregularidades em investigações e a importância de não aniquilar as garantias dos delatados, garantindo seu acesso à defesa.
  • Inovações da lei 13.964/19: O amadurecimento legislativo que estabelece diretrizes para a colaboração premiada e a necessidade de corroborar as provas obtidas com outros elementos.
  • Sigilo das informações: O art. 7º, § 3º, da lei 12.850/13 determina que o sigilo deve ser mantido até o recebimento da denúncia, garantindo o acesso do delatado às informações em desfavor.
  • Questionamentos sobre a validade das colaborações: A 2ª turma do STF reconheceu o direito do delatado de questionar a higidez das colaborações e de buscar reparação judicial em casos de ilegalidade.
  • Omissão e rescisão dos acordos: Importância da omissão na rescisão dos acordos, onde a responsabilidade do colaborador deve estar ligada a ilícitos relevantes diretamente relacionados à investigação.
  • Segurança jurídica: Considerações sobre a insegurança jurídica em negociações firmadas sob a atual legislação, afetando a confiança nas colaborações premiadas.
  • Validade das normas processuais: Reflexão sobre a aplicação imediata das normas processuais e sua necessidade de conformidade com a Constituição Federal.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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André CallegariAdvogado Criminalista, professor titular do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP/Brasília), doutor em direito pela Universidad Autónoma de Madrid e com estudos pós-doutorais na mesma Universidade. É, ainda, doutor honoris causa pela Universidade Autónoma de Tlaxcala, México, e doutor honoris causa pelo Centro Universitário del Valle de Teotihuacan, também no México. Autor de diversos artigos e livros na área do Direito Penal.

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