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Artigos Conjur – Drible no lobby das big techs: o STF não censura, regula

ARTIGO

Drible no lobby das big techs: o STF não censura, regula

O artigo aborda a necessidade de regulação das big techs pelo STF, enfatizando que a responsabilidade das plataformas para prevenir abusos não é censura, mas uma proteção necessária à democracia e aos direitos fundamentais. Destaca a inércia legislativa que levou à atuação do Judiciário e analisa comparativamente medidas adotadas em outras democracias, reforçando que a omissão não é uma opção viável em um espaço digital tão impactante. Através da argumentação, busca-se um equilíbrio entre lib...

Georges Abboud
23 jun. 2026
Drible no lobby das big techs: o STF não censura, regula

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a regulação das big techs e a articulação entre liberdade de expressão e responsabilidade das plataformas digitais no Brasil, com foco na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Ele discute a confusão entre regulação e censura, destacando que proteger os direitos das crianças não deve ser visto como uma forma de censura, mas como uma necessidade de moderação no debate público. O texto também critica a ideia de um “mundo digital” isolado, enfatizando a interconexão entre a vida online e a vida real, e como essa fusão requer um espaço regulado. Outra discussão importante é a assimetria de poder entre as plataformas, que devem ser responsabilizadas por conteúdos prejudiciais, uma vez que lucram significativamente com esses dados.

O artigo menciona a experiência de legislações em outros países, como o Reino Unido e a União Europeia, que impuseram regulações mais rigorosas às redes sociais, contrastando com a inação do legislador brasileiro. Em última análise, a peça argumenta que a regulação é necessária para garantir a proteção dos direitos fundamentais e a saúde da democracia, trazendo à tona a urgência de um debate contínuo sobre a constituição do espaço digital e seu impacto na sociedade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Drible no lobby das big techs: o STF não censura, regula" por Georges Abboud.

  • Liberdade de expressão e regulação: A discussão sobre como a liberdade de expressão não deve ser confundida com a ausência de regulação, ressaltando a importância da proteção da criança nas plataformas digitais.
  • O impacto da omissão legislativa: Análise sobre como a omissão do Poder Legislativo em regular plataformas digitais levou o STF a intervir para proteger direitos fundamentais no ambiente digital.
  • Artigo 19 do Marco Civil da Internet: Crítica ao modelo do artigo 19, que limitou a responsabilidade das plataformas e contribuiu para a propagação de conteúdo ilícito e de ódio.
  • Responsabilização das plataformas: A necessidade de responsabilizar as grandes plataformas por conteúdos de terceiros e como essa responsabilização é uma condição para a manutenção da democracia.
  • A assimetria entre plataformas e sociedade: Constatando que a desigualdade de poder, informação e infraestrutura entre as plataformas e a sociedade exige uma regulação que se responsabilize de forma justa.
  • Experimentos regulatórios necessários: Discussão sobre a complexidade e a necessidade de novos arranjos regulatórios para o ambiente digital, que misturam diversas camadas de regulação, direitos fundamentais e proteção de dados.
  • Comparações internacionais: Exemplos de outras democracias que adotaram regulações para proteger usuários vulneráveis, como a proibição de acesso de menores de 16 anos às redes sociais no Reino Unido e as medidas da União Europeia.
  • A decisão do STF: Um novo começo para a discussão sobre a regulação do ambiente digital, colocando em pauta a responsabilidade das plataformas e a necessidade de transparência e prestação de contas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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