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Artigos Empório do Direito – A admissibilidade da confissão feita à polícia – a recente posição do superior tribunal de justiça

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ARTIGO

A admissibilidade da confissão feita à polícia – a recente posição do superior tribunal de justiça

O artigo aborda a admissibilidade da confissão feita à polícia, destacando a recente posição do Superior Tribunal de Justiça, que determinou que confissões extrajudiciais devem ser documentadas e respeitar garantias legais para serem válidas no processo. Além disso, a confissão pode apenas auxiliar na investigação, não sendo suficiente para embasar uma condenação por si só. O texto ainda enfatiza a importância de um conjunto robusto de provas e as cautelas necessárias para assegurar a volunta...

Rômulo Moreira
30 ago. 2024 44 acessos 5,0 (3 avaliações)
A admissibilidade da confissão feita à polícia – a recente posição do superior tribunal de justiça
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a admissibilidade da confissão feita à polícia à luz da recente posição do Superior Tribunal de Justiça (STJ), analisando a confissão como meio de obtenção de prova, conforme regulado pelo Código de Processo Penal.

Inicialmente, explora-se o conceito de confissão, sua evolução ao longo da história e sua relativização no atual sistema jurídico, enfatizando a necessidade de corroborá-la com outras provas. O texto discute as diferentes formas de confissão, incluindo a implícita e a qualificada, além de ressaltar os direitos do acusado, como o direito ao silêncio e à não auto-incriminação. O artigo detalha as características essenciais da confissão, como ser um ato personalíssimo, voluntário e passível de retratação. A mais recente decisão do STJ é analisada, destacando três teses sobre a confissão extrajudicial, que deve ser formal e documentada para ser admitida como prova no processo judicial, podendo apenas indicar fontes de provas, e não ser utilizada como base para a condenação.

Por fim, enfatiza a importância de um conjunto probatório robusto e a necessidade de precauções institucionais para garantir a confiabilidade das confissões, alertando para os riscos de condenações indevidas em um sistema marcado por práticas inadequadas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A admissibilidade da confissão feita à polícia – a recente posição do superior tribunal de justiça" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Conceito de confissão: A confissão é a admissão da veracidade da imputação feita ao acusado, podendo ser total ou parcial.
  • Valor probatório da confissão: Antigamente considerada a "rainha das provas", hoje o valor da confissão é visto de forma relativa e deve ser corroborado por outros meios.
  • Direitos do interrogado: O acusador tem o direito de se calar e não se auto-incriminar, conforme o art. 5º, LXIII da Constituição Federal e tratados internacionais.
  • Confissão explícita e implícita: A confissão deve ser expressa e circunstanciada. A confissão implícita deve ser cautelosamente avaliada como mero indício.
  • Modalidades de confissão: A confissão pode ser simples, complexa e qualificada, sendo esta última controversa quanto à sua verdadeira natureza.
  • Exigências formais: A confissão deve ser feita judicialmente, e a extrajudicial necessita de ratificação para ser válida.
  • Características da confissão: A confissão é personalíssima, oral, voluntária, divisível, retratável e requer cuidado quanto ao estado de saúde do acusador no momento da confissão.
  • Teses do STJ sobre confissão: Recentes decisões do STJ estabelecem que confissões extrajudiciais devem ser formalmente documentadas e que a confissão judicial deve ser corroborada por outras provas.
  • Casos práticos e implicações: Análise de um caso em que a confissão extrajudicial foi contestada por suposta tortura, mostrando a importância de salvaguardas institucionais para proteger a integridade da confissão.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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