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Artigos Empório do Direito – Trabalhar com prostituição por prazer: da exclusão das prostitutas pelo direito penal

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ARTIGO

Trabalhar com prostituição por prazer: da exclusão das prostitutas pelo direito penal

O artigo aborda a questão da prostituição como uma escolha profissional legítima, discutindo preconceitos que a cercam e como o direito penal contribui para a exclusão de prostitutas. A autora, Maíra Marchi Gomes, analisa a dicotomia entre a percepção de que a prostituição é uma opção de vida e a visão de que se trata de uma escolha forçada, apontando a necessidade de compreender as nuances das motivações que levam uma pessoa a essa profissão. Além disso, critica a forma como a legislação pen...

Maíra Marchi Gomes
04 jan. 2016 12 acessos
Trabalhar com prostituição por prazer: da exclusão das prostitutas pelo direito penal
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a temática da prostituição como um trabalho que pode ser escolhido por prazer, discutindo a exclusão social das prostitutas pelo Direito Penal.

A autora, Maíra Marchi Gomes, examina o preconceito comum de que as pessoas que se prostituem o fazem apenas por necessidade, desafiando essa visão ao afirmar que, assim como em outras ocupações, as escolhas profissionais são muitas vezes respostas a contextos pessoais e dores. O texto explora a ideia de que a prostituição pode ser uma escolha consciente e prazerosa, contrariamente à crença de que é sempre resultado de coercitividades ou traumas passados. Além disso, a autora critica a forma como o Código Penal trata a prostituição, não a criminalizando, mas criando condições que a tornam vagueante e marginalizada, impedindo que as prostitutas se sintam plenamente valorizadas em suas escolhas.

Gomes discute a ambiguidade nas leis que regulam a prática, ressaltando que, embora a prostituição não seja tipificada como crime, as normas inferem uma vulnerabilidade e limitam a liberdade das trabalhadoras do sexo. A articulação entre sexualidade e direito é também aprofundada, levantando questões sobre a moralidade e as percepções alheias que influenciam o entendimento acerca do trabalho sexual, além de questionar se legisladores e operadores do Direito já se depararam com prostitutas que exerciam sua profissão por vontade própria e se isso desafiaria suas visões sobre a prostituição.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Trabalhar com prostituição por prazer: da exclusão das prostitutas pelo direito penal" por Maíra Marchi Gomes.

  • Prostituição como trabalho: O artigo argumenta que a prostituição deve ser vista como um trabalho legítimo, escolhido por diversas razões, trazendo prazeres e desprazeres, assim como qualquer outra profissão.
  • Preconceito e escolha: Discussão sobre as crenças errôneas de que indivíduos na prostituição não escolhem essa profissão livremente, destacando que a escolha pode ser motivada por prazer e gosto pessoal.
  • Aspectos psíquicos e sociais: Refletindo sobre como as escolhas profissionais, incluindo a prostituição, muitas vezes refletem respostas a dores e experiências pessoais, abordando a ilusão de uma psique isolada de conflitos.
  • Romantização do sexo: Crítica à visão de que sexo só deve ocorrer dentro do amor, argumentando que, assim como outros atos, o sexo pode ser realizado por diversas razões, incluindo trabalho.
  • Legislação sobre prostituição: Análise do Código Penal, que, embora não criminalize a prostituição, impõe restrições que limitam a liberdade da prostituta, destacando a vulnerabilidade a que são submetidas.
  • Artigos relevantes do Código Penal: Detalhamento dos artigos 227 a 231 do Código Penal que lidam com a prostituição e as implicações que eles têm sobre a prática e a autonomia das profissionais do sexo.
  • Dificuldades enfrentadas: Reflexão sobre como a legislação cria barreiras para as prostitutas, dificultando a percepção da prostituição como uma escolha profissional válida.
  • Questões sobre o conhecimento do legislador: Questões levantadas sobre se os legisladores e operadores do Direito já conheceram prostitutas que escolhem essa profissão por desejo próprio, questionando a visão institucional sobre a profissão.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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