Por mais que não se diga, continua sendo
O artigo aborda a complexidade da comunicação e a inevitabilidade da essência das coisas, mesmo diante da tentativa de negá-las ou evitá-las através da linguagem. Através de reflexões que intercalam literatura e filosofia, o autor, Paulo Silas Taporosky Filho, discute como o ato de não nomear algo não altera sua existência ou sua natureza intrínseca, reafirmando que sentimentos e realidades permanecem intactos, independentemente das palavras utilizadas para descrevê-los.

O artigo aborda a complexidade da comunicação e a inevitabilidade da essência das coisas, mesmo diante da tentativa de negá-las ou evitá-las através da linguagem. Através de reflexões que intercalam literatura e filosofia, o autor, Paulo Silas Taporosky Filho, discute como o ato de não nomear algo não altera sua existência ou sua natureza intrínseca, reafirmando que sentimentos e realidades permanecem intactos, independentemente das palavras utilizadas para descrevê-los.
Coluna Direito e Arte / Coordenadora Taysa Matos
Buscamos evitar a palavra
Dizer a coisa
Falar
Como se com isso fosse possível fugir do fenômeno
Afastar o que está presente
Negar o que é
Essa tentativa que é mero ignorar da situação
Um olhar para o outro lado
Fingimento puro
O nome é apenas algo que se dá para aquilo que já se tem
Tentativa de aprisionamento pela palavra
Busca de captura do ser
Mas é como já disse Shakespeare ao falar da rosa
Muda-se o nome, mas o que fica é o mesmo
Permanência da essência
O que se sente não pode ser mudado
Por não dizer a coisa
Por não falar
Por mais que não se diga, continua sendo
O cerne do espírito
O sentir
Imagem Ilustrativa do Post: Science Museum, ceiling // Foto de: Luis Daniel Carbia Cabeza // Sem alterações
Disponível em: https://www.flickr.com/photos/luisdcarbia/5316720929
Licença de uso: https://creativecommons.org/publicdomain/mark/2.0/
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