“não havia engano, tudo é vaidade”
O artigo aborda a descompostura pública de uma advogada por um Ministro do STF durante uma sustentação oral, destacando a falta de urbanidade e respeito necessária no ambiente jurídico. O autor faz uma reflexão sobre a vaidade e a efemeridade da vida, citando a obra de Tolstói para ilustrar que a morte é uma inevitabilidade que deveria nos levar a valorizar mais os verdadeiros significados da existência. Assim, conclui que, diante da vaidade e da transitoriedade da vida, tudo é vaidade.

O artigo aborda a descompostura pública de uma advogada por um Ministro do Supremo Tribunal Federal durante uma sustentação oral, destacando questões de urbanidade e civilidade no ambiente jurídico.
A crítica à postura indelicada do Ministro contrasta com a competência da advogada ao tratar da formalidade do trato em tribunal. O texto ainda faz uma alusão ao conto de Tolstói sobre um príncipe indiano que, ao descobrir a realidade da vida humana - doença, velhice e morte - reflete sobre a inevitabilidade da morte, incentivando uma visão mais profunda sobre a vida e sua futilidade, encapsulada na afirmação de que "tudo é vaidade".
O autor evoca pensadores como Freud e Schopenhauer para argumentar que a morte, embora temida, é um aspecto essencial da vida e que a consciência desta inevitabilidade pode dignificar nossa existência. A discussão culmina na ideia de que a vaidade é um dos maiores pecados, sugerindo uma crítica ao materialismo e a superficialidade da vida contemporânea.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "não havia engano, tudo é vaidade" por Rômulo de Andrade Moreira.
- Descompostura Pública: Relato sobre a atitude indelicada de um Ministro do STF em relação a uma advogada durante uma sustentação oral, ressaltando a importância da urbanidade e respeito no ambiente jurídico.
- Reflexões sobre a Morte: Análise da história do príncipe indiano de Tolstói, que representa a descoberta das realidades da vida, como a doença e a morte, e como estas impactam nossa compreensão sobre a existência.
- A Vida e a Iminência da Morte: Discussão sobre a percepção da vida como uma espera pela morte, mencionando o papel da morte na dignificação da vida e a inevitabilidade desse último ato humano.
- Filosofia e a Morte: Citações de Freud e Schopenhauer sobre a morte como um elemento fundamental para a filosofia e reflexão existencial, reforçando a ideia de que sem a morte, a vida perde seu sentido.
- A Vaidade e o Pecado: Conclusão sobre a vaidade como um dos maiores pecados do ser humano, e como ela se interliga com o desengano da existência, ilustrado pela expressão final de Tolstói: "NÃO HAVIA ENGANO, TUDO É VAIDADE."
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