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Artigos Empório do Direito – As infrações penais de menor potencial ofensivo e o tribunal do júri: a (errada) posição do stf

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ARTIGO

As infrações penais de menor potencial ofensivo e o tribunal do júri: a (errada) posição do stf

O artigo aborda a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5264, que questionou a transferência de processos de infrações penais de menor potencial ofensivo dos Juizados Especiais Criminais para a Justiça Comum ou Tribunal do Júri, considerando-a uma violação do princípio do juiz natural e das competências absolutas estabelecidas pela Constituição. O autor, Rômulo de Andrade Moreira, critica a decisão do STF que, em sua visão, desconsidera a natureza absoluta da competência dos Juizados, poden...

Rômulo Moreira
22 dez. 2020 15 acessos
As infrações penais de menor potencial ofensivo e o tribunal do júri: a (errada) posição do stf

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5264, que questionou a transferência de processos de infrações penais de menor potencial ofensivo dos Juizados Especiais Criminais para a Justiça Comum ou para o Tribunal do Júri, destacando a incompatibilidade dessa prática com o princípio do juiz natural e a norma constitucional que estabelece a competência absoluta dos Juizados.

A discussão centra-se na interpretação errônea do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera a competência dos Juizados como relativa, permitindo o deslocamento de processos em casos de conexão e continência, o que contraria a natureza material absoluta das infrações de menor potencial ofensivo. O autor critica a decisão do STF, sustentando que a Constituição garante o procedimento célere e os direitos previstos na Lei dos Juizados, e que apenas exceções específicas, mencionadas na própria lei, poderiam justificar a modificação da competência.

Além disso, menciona que a integridade do rito processual é essencial para a proteção dos direitos do acusado, e que a presença de conciliadores nos Juizados é um elemento importante do sistema, proporcionando soluções mais adequadas às partes envolvidas. O artigo conclui que a decisão do STF violou a Constituição e comprometeu o funcionamento dos Juizados Especiais Criminais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "As infrações penais de menor potencial ofensivo e o tribunal do júri: a (errada) posição do stf" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5264: Discussão sobre a inconstitucionalidade das alterações promovidas pela Lei nº 11.313/06 que permitem o deslocamento de processos de Juizados Especiais Criminais para a Justiça Comum ou Tribunal do Júri.
  • Competência dos Juizados Especiais Criminais: Análise da natureza absoluta da competência dos Juizados Especiais Criminais para infrações de menor potencial ofensivo, conforme previsto na Constituição Federal.
  • Decisão do STF: Exame da decisão do STF que declarou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade, tratando da competência relativa dos Juizados Especiais Criminais.
  • Conexão e Continência: Debate sobre a inaplicabilidade dos institutos da conexão e da continência quando se discute a competência dos Juizados Especiais Criminais.
  • Normas infraconstitucionais: Reflexões sobre a intersecção entre normas infraconstitucionais e disposições da Constituição, destacando as limitações legais na modificação da competência jurisdicional.
  • Princípio do juiz natural: Considerações sobre como a decisão do STF contraria o princípio do juiz natural ao permitir que processos de menor potencial ofensivo sejam transferidos para outras jurisdições.
  • Causas modificadoras da competência: Análise das exceções previstas na Lei nº 9.099/95 que afastam a competência dos Juizados Especiais Criminais e suas adequações à Constituição.
  • Importância do rito processual: Discussão sobre a relevância dos ritos processuais específicos para garantir os direitos do réu e a efetividade do procedimento sumaríssimo.
  • Presença de conciliadores: Aspectos práticos da presença de conciliadores nos Juizados Especiais e sua contribuição para a resolução de conflitos.
  • Crítica à interpretação do STF: Crítica à interpretação que permite a transferência de competência, destacando os riscos à integridade do sistema judiciário e à cidadania.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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