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Artigos Conjur – Agravo previsto no novo CPC poderá criar idas e vindas processuais

ARTIGO

Agravo previsto no novo CPC poderá criar idas e vindas processuais

O artigo aborda os impactos das mudanças propostas no novo Código de Processo Civil (CPC) em relação ao recurso de agravo, destacando a possibilidade de que a nova sistemática cause idas e vindas processuais. Os autores, Dierle Nunes e Lúcio Delfino, argumentam que a abordagem casuística para a admissibilidade do agravo pode não reduzir o número de recursos e propõem uma análise crítica sobre a eficácia dessas alterações, enfatizando riscos como a "nulidade de algibeira" e a morosidade do pro...

Dierle Nunes
08 ago. 2014 14 acessos
Agravo previsto no novo CPC poderá criar idas e vindas processuais
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise crítica do novo Código de Processo Civil (CPC) no que se refere ao recurso de agravo, com foco na sua sistemática e nas consequências das mudanças propostas.

Inicialmente, discute-se a escolha do modelo casuístico de agravo e a previsão de um rol restrito de hipóteses para sua interposição, argumentando-se que isso não reduzirá o número de recursos. A pesquisa realizada pelas universidades UFMG e UFBA está citada, evidenciando que a abordagem casuística pode gerar inadequações, permitindo idas e vindas processuais e comprometendo a estabilidade das decisões judiciais. O texto critica a proposta de extinguir o agravo retido, o que permitiria a rediscussão de matérias decididas durante o julgamento da apelação, considerando que tal mudança pode abrir espaço para a má-fé processual.

O artigo menciona também as dificuldades que surgiram durante a discussão na Câmara dos Deputados, resultando na manutenção do modelo do Senado com algumas alterações limitadas. Por fim, é exposta a preocupação com os riscos de uma morosidade processual e de uma eventual deterioração da garantia de duração razoável do processo, ressaltando que um bom funcionamento do sistema não depende apenas do texto legal, mas também da interpretação e da infraestrutura do judiciário.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Agravo previsto no novo CPC poderá criar idas e vindas processuais" de Dierle Nunes e Lúcio Delfino.

  • Modelo Casuístico de Agravo: Análise crítica do modelo casuístico proposto no Novo Código de Processo Civil (CPC) e sua ineficácia em reduzir o número de recursos processuais.
  • Hipóteses Numerus Clausus: Discussão sobre as mudanças propostas que estabelecem hipóteses específicas para o cabimento do agravo de instrumento, de modo a simplificar o sistema recursal.
  • Impactos da Pesquisa Acadêmica: Resultados de uma pesquisa realizada pela UFMG e UFBA que questiona a eficácia do novo modelo legislativo e sugere que ele não abarca todas as situações necessárias.
  • Consequências da Abolição do Agravo Retido: Reflexão sobre como a eliminação do agravo retido permite a reexaminação de decisões interlocutórias, o que pode gerar morosidade e ineficácia no processo judicial.
  • Dilemas do Sistema Recursal: Críticas às complicações previstas no novo sistema, incluindo a possibilidade de que algumas decisões sejam recorríveis imediatamente, enquanto outras apenas após a sentença.
  • Risco de Nulidades de Algibeira: Preocupações quanto à abertura de espaço para estratégias de litígios, como a alegação de nulidades em momentos oportunos para as partes, comprometendo a boa-fé processual.
  • Debates na Câmara dos Deputados: Análise das discussões que levaram à manutenção do modelo do Senado e as tentativas de ajustar as propostas frente às críticas suscitadas.
  • Responsabilidade da Comissão de Juristas: Considerações sobre os desafios enfrentados pela Comissão de Juristas do Senado na finalização e aprovação do texto do Novo CPC.
  • Preocupações com a Duração do Processo: Discussão sobre como as mudanças podem impactar o direito à duração razoável do processo e a eficiência da Justiça, além da necessidade de uma visão ampla sobre a resolução de litígios no Brasil.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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