Não se pode aceitar a manutenção de ORNI no nosso sistema recursal
O artigo aborda a crítica aos Objetos Recursais Não Identificados (ORNI) no sistema recursal penal brasileiro, que são recursos sem fundamentação legal. Os autores discutem como esses recursos, como Correição Parcial e Reclamação, surgiram em um contexto histórico e se tornaram uma prática comum, apesar de sua falta de respaldo constitucional. Eles alertam para a necessidade de coibir essa prática, que transforma o sistema processual em algo caótico e pouco respeitado, prejudicando a legalida...

O artigo aborda a crítica aos Objetos Recursais Não Identificados (ORNI) no sistema recursal do Processo Penal brasileiro e as dificuldades que esses recursos, como a Correição Parcial e a Reclamação, impõem à legalidade e à constitucionalidade.
Discute-se a origem histórica desses recursos e como eles surgiram como soluções para impugnações anteriormente restritas, mas que hoje carecem de justificativa democrática. O autor aponta a "preguiça hermenêutica" como um fator que perpetua a utilização desses institutos, que servem como verdadeiros "parasitas" na ausência de um sistema recursal organizado, resultando em confusão entre despachos, decisões interlocutórias e sentenças.
Também é enfatizada a falta de coerência ao aceitar recursos desprovidos de previsão legal que prejudicam a credibilidade do Processo Penal brasileiro, levando a um estado de caos processual. Por fim, é ressaltada a urgência de uma reflexão crítica sobre a validação dessas práticas no contexto jurídico para evitar a violação do devido processo legal.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Pontos principais abordados no artigo "Não se pode aceitar a manutenção de ORNI, parasita do nosso sistema recursal" de Alexandre Morais da Rosa.
- Definição de ORNI: Os Objetos Recursais Não Identificados (ORNI) são recursos processuais sem fundamentação legal adequada, utilizados frequentemente em processos penais.
- Crítica ao uso de Recursos Atípicos: Uma análise da utilização de Correição Parcial e Reclamação como recursos atípicos e sua falta de base legal no sistema judiciário atual.
- Origem Histórica: A evolução histórica das impugnações, como a suplicatio romana e o agravo, até chegar à forma contemporânea de Correição Parcial e Reclamação.
- Preguiça Hermenêutica: Uma crítica à falta de esforço interpretativo que leva à aceitação de práticas hermenêuticas de baixa qualidade, perpetuadas pela jurisprudência consolidada.
- Caos no Sistema Recursal: Análise da desorganização do sistema recursal do Processo Penal, onde despachos se confundem com decisões e a ausência de recursos próprios se torna um dilema.
- Papel de Parasitas: Descrição das Correições e Reclamações como parasitas do sistema recursal, que surgem e desaparecem sem a devida legalidade constitucional.
- Importância da Coerência: A necessidade de manter a coerência e a legalidade no manejo de recursos, evitando invencionices que comprometem o devido processo legal.
- Impacto no Processo Penal Brasileiro: Considerações sobre como a falta de legislação clara e específica transforma o processo penal brasileiro em uma fonte de ridículo no cenário internacional.
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