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Artigos Conjur – O paradoxo do juiz sem tribunal: ainda o inquérito das fake news

ARTIGO

O paradoxo do juiz sem tribunal: ainda o inquérito das fake news

O artigo aborda as implicações do "novo normal" e seus paradoxos no contexto jurídico brasileiro, especialmente em relação ao inquérito das fake news e à atuação do STF. Georges Abboud critica tanto a banalização do debate jurídico ao utilizar clichês tautológicos quanto a covardia de ataques destinados à Corte, ressaltando a necessidade de defender a instituição contra ameaças à sua legitimidade. Além disso, analisa a justificativa do inquérito à luz da tolerância mútua e da forbearance, def...

Georges Abboud
20 jun. 2020 24 acessos
O paradoxo do juiz sem tribunal: ainda o inquérito das fake news

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) diante do inquérito das fake news, introduzindo o "paradoxo do juiz sem tribunal", que ilustra como ações em prol de candidaturas ao STF podem ameaçar a própria instituição.

A narrativa critica a propagação de fake news e ataques à Corte, enfatizando a necessidade de defesa institucional por meio desse inquérito, que é considerado uma "legítima defesa" frente à deslegitimação do STF. Além disso, discute a noção de "forbearance" como um pressuposto da democracia, alertando para os perigos da intolerância e a inércia de instituições, como a Procuradoria-Geral da República, que deveria investigar.

O texto também contrapõe a interpretação do Código de Processo Penal sobre a condução do inquérito e a necessidade de uma leitura constitucional que permita ao STF agir em situações extraordinárias. Por fim, menciona a ambivalência das fake news, ressaltando a necessidade de uma defesa da jurisdição constitucional e da liberdade de expressão, que não deve ser confundida com a tolerância ao discurso de ódio.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O paradoxo do juiz sem tribunal: ainda o inquérito das fake news" por Georges Abboud.

  • O Novo Normal e o Paradoxo: Discussão sobre como a crise da Covid-19 gerou a expressão "novo normal" e suas implicações no contexto do STF e suas tomadas de decisão.
  • Indignações Paradoxais em Relação ao STF: Críticas à atitude de "observadores" que questionam a validade do STF enquanto fazem ataques que ameaçam sua existência.
  • Inquérito das Fake News: Análise da possibilidade e legitimidade do STF conduzir um inquérito em resposta a ataques e fake news dirigidas à Corte.
  • Forbearance e Tolerância na Democracia: A importância da tolerância mútua entre atores políticos e a necessidade de ações para proteger a democracia contra a intolerância.
  • Interpretando o CPP 3º-A: Debate sobre a adequação do inquérito das fake news à luz do Código de Processo Penal, em especial no que diz respeito à defesa institucional do STF.
  • Fake News sobre o Inquérito: Reflexão sobre o atual clima de desinformação e sua conexão com a legitimidade do inquérito das fake news.
  • Ambivalência do Fogo: A metáfora do fogo como dualidade, simbolizando tanto a destruição quanto a purificação, em relação aos ataques ao STF.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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