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Artigos Conjur – Abboud, Valentim e Scavuzzi: Quando a vítima não tem vez

ARTIGO

Abboud, Valentim e Scavuzzi: Quando a vítima não tem vez

O artigo aborda a controversa atuação da juíza Joana Ribeiro Zimmer, que ignorou a legislação vigente ao tentar impedir que uma criança de 11 anos, vítima de estupro, realizasse a interrupção voluntária da gravidez. A análise critica o ativismo judicial que substitui a aplicação da lei por julgamentos morais, destacando os riscos à saúde física e mental da jovem gestante, bem como a violação dos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A matéria enfatiza a necessidade de...

Georges Abboud
22 jun. 2022 16 acessos
Abboud, Valentim e Scavuzzi: Quando a vítima não tem vez

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a atuação controversa da juíza Joana Ribeiro Zimmer em um caso de aborto legal envolvendo uma criança de 11 anos, que fora vítima de estupro aos 10 anos, destacando a utilização inadequada de critérios morais em lugar da aplicação da lei.

O texto critica a decisão da juíza em pressionar a criança e sua mãe a desistirem da interrupção da gravidez, que é permitida pela legislação vigente em situações de gestação resultante de violência sexual. Além disso, discute os impactos psicológicos e físicos da gravidez em uma criança, enfatizando os graves riscos à saúde e a violação dos direitos da infante conforme garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O artigo também aborda o ativismo judicial, onde a magistrada utilizou sua posição para impor valores morais pessoais, ignorando a legalidade e a segurança jurídica.

Outro tema relevante é a crítica à visão institucionalizada da violência de gênero, colocando em evidência a desproteção do Estado em relação à criança, que se torna um corpo abjeto sob a lógica de que o feto merece mais proteção do que a própria vítima. A reflexão proposta envolve uma análise da relação entre direito, moral e a subjugação das mulheres e meninas no contexto social e jurídico brasileiro.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Juíza ignora a lei para aplicar questão moral numa vítima de 10 anos", escrito por Anaclara Valentim, Maira Scavuzzi e Georges Abboud.

  • Condenação do Ativismo Judicial: O ativismo da juíza que ignorou a legislação vigente para impor suas crenças morais, em vez de seguir o que a lei estabelece.
  • Direito ao Aborto em Casos de Estupro: A criança de 10 anos tinha o direito legal de abortar, devido à gravidez resultante de violência sexual, mas a juíza impediu a interrupção da gravidez.
  • Impacto Psicológico do Estupro: A discussão sobre como a gestação decorrente de um estupro pode agravar os traumas psicológicos da vítima, especialmente em crianças.
  • Violação dos Direitos da Criança: O papel do Estado em proteger a criança e como os agentes públicos falharam em garantir a sua segurança e direitos.
  • Consequências Legais do Sistema Judicial: Análise das decisões da juíza que contrariam a proteção judicial prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
  • Pressão Emocional Sobre a Vítima: As interações da juíza e da promotora que impuseram uma sensação de culpa à criança e à sua mãe por buscarem apoio legal.
  • Critica à Desigualdade de Gênero e Raça: Como o caso exemplifica a perpetuação da opressão de mulheres e meninas, especialmente as negras, no contexto judicial.
  • Relação Entre Direito e Moral: A distinção entre direito e moral e como o ativismo judicial pode deslegitimar a aplicação objetiva da lei.
  • Direitos Reais da Criança e Saúde: A exposição dos riscos físicos e emocionais da gestação em meninas de baixa idade e o porquê de o aborto ser uma opção legal nesta circunstância.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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