Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de maio esgotou. A próxima é Execução Penal, em Brasília, com Lote 1 em vendas. Ver a imersão de junho

Artigos Conjur – Callegari e Linhares: O equívoco do STJ na AP nº 989/DF

ARTIGO

Callegari e Linhares: O equívoco do STJ na AP nº 989/DF

O artigo aborda a decisão da Corte Especial do STJ na Ação Penal nº 989/DF, que reafirmou a aplicação de "autolavagem" em casos de corrupção passiva, discutindo a imputação de lavagem de dinheiro ao mesmo autor do crime antecedente. Os autores argumentam que a dinâmica dos fatos, que envolvem pagamentos considerados ilegais e transferências de valores, não se refere a condutas autônomas, mas sim a atos de execução do crime de corrupção, contestando a autonomia entre os delitos. Concluem que a...

André Callegari
04 nov. 2022 45 acessos
Callegari e Linhares: O equívoco do STJ na AP nº 989/DF

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a decisão na Ação Penal nº 989/DF, destacando a reafirmação da jurisprudência sobre a imputação de "autolavagem" no crime de corrupção passiva, onde se investiga se o autor do crime antecedente também pode ser responsabilizado por lavagem de dinheiro.

Discute a dinâmica do caso, que envolve o suposto favorecimento de empresas com pagamentos por débitos trabalhistas pelo Estado, transformando parte desses valores em propina paga a um agente público. A análise considera a posição do STJ, que considera atos autônomos entre a corrupção passiva e a lavagem de dinheiro, mas crítica essa visão ao argumentar que as condutas descritas são, na verdade, parte da execução do crime de corrupção, não configurando atos independentes.

Além disso, enfatiza a autonomia e complexidade da lavagem de dinheiro, contrapondo com a execução do crime de corrupção, onde as transferências de valores configuram atos integrativos à consumação do delito. A conclusão indica que, na dinâmica do caso, os atos realizados antes do recebimento da vantagem pelo funcionário não devem ser considerados lavagem de dinheiro, mas sim partes do próprio crime de corrupção passiva.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Corrupção, lavagem e o equívoco do STJ na AP nº 989/DF", escrito por André Luís Callegari e Raul Marques Linhares.

  • Contexto da Ação Penal nº 989/DF: Discussão sobre a decisão do STJ relacionada a operações com o ex-governador Wilson Witzel e outros envolvidos em corrupção passiva.
  • Autolavagem e Jurisprudência: Reafirmação da possibilidade de imputar o crime de lavagem de dinheiro ao mesmo autor do crime de corrupção passiva, apoiada em jurisprudências anteriores do STJ e STF.
  • Denúncia e Favoritismo a Empresas: Apresentação de alegações sobre favorecimentos ilegais a determinadas empresas, incluindo manipulações em processos judiciais.
  • Crime de Lavagem de Dinheiro: Análise da decisão da Corte Especial do STJ, identificando a prática autônoma de lavagem de dinheiro em relação à corrupção passiva.
  • Ações de Ocultação de Valores: Discussão sobre a complexidade e autonomia da lavagem de dinheiro em comparação com a corrupção passiva, e a prática de atos destinados a ocultar a origem de valores ilícitos.
  • Dinâmica dos Fatos e Execução do Crime: Argumento de que os atos descritos na AP nº 989/DF não constituem condutas independentes, mas sim ações integradoras da execução do crime de corrupção passiva.
  • Recebimento da Vantagem como Marco Consumativo: Análise de que o recebimento da vantagem pelo agente público configura o momento consumativo da corrupção passiva, invalidando a tipificação de lavagem de dinheiro nas práticas discutidas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Andre Callegari
André CallegariAdvogado Criminalista, professor titular do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP/Brasília), doutor em direito pela Universidad Autónoma de Madrid e com estudos pós-doutorais na mesma Universidade. É, ainda, doutor honoris causa pela Universidade Autónoma de Tlaxcala, México, e doutor honoris causa pelo Centro Universitário del Valle de Teotihuacan, também no México. Autor de diversos artigos e livros na área do Direito Penal.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos