Teoria argumentativo-dialógica do nexo de causalidade
O artigo aborda a nova prática entre jovens conhecida como “High Meat”, que envolve o consumo de carne vencida para induzir euforia, e discute as implicações da responsabilidade civil caso alguém adoeça gravemente após essa ingestão. Os autores analisam teorias clássicas da responsabilidade civil, destacando suas limitações, e propõem uma abordagem argumentativo-dialógica mais abrangente sobre o tema. A proposta visa ampliar o entendimento das questões legais envolvidas nessa prática arriscada.

O artigo aborda a nova prática entre jovens conhecida como “High Meat”, que envolve o consumo de carne vencida para induzir euforia, e discute as implicações da responsabilidade civil caso alguém adoeça gravemente após essa ingestão. Os autores analisam teorias clássicas da responsabilidade civil, destacando suas limitações, e propõem uma abordagem argumentativo-dialógica mais abrangente sobre o tema. A proposta visa ampliar o entendimento das questões legais envolvidas nessa prática arriscada.
Introdução
Há alguns meses foi noticiada a existência de uma nova moda entre os jovens. Trata-se do “High Meat”, que consiste no consumo de carne guardada há meses, já vencida, com o objetivo de “ficar chapado”. Daniel Larsoon, de 27 anos, um dos praticantes desse, digamos, desafio, relatou sensação de euforia após provar o alimento nessas condições, salientando, ainda, que, para ele, a iguaria teria um efeito similar a tomar 03 (três) cervejas1.
Imagine que, após consumir a carne podre, alguém passasse a sofrer de uma enfermidade que não só o levasse ao hospital, deixando-o internado por muito tempo, mas também desenvolvesse uma limitação em sua saúde para o restante da vida, prejudicando, inclusive, o exercício da sua atividade laborativa. Haveria, nesse caso, alguma responsabilidade civil a ser apurada?
Nesse artigo analisaremos algumas das clássicas teorias da responsabilidade civil, verificando as suas fragilidades e pontos positivos, para, na sequência, apresentar uma proposta de ampliação do exame do tema, sob o ponto de vista argumentativo-dialógico.
Vejamos, então, como se desenvolve.
Clique aqui e confira a coluna na íntegra.
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1 Notícia disponível aqui. Acesso em 3 dez. de 2023.
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