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Artigos Migalhas – O in dubio pro reo na perspectiva de órgãos colegiados

ARTIGO

O in dubio pro reo na perspectiva de órgãos colegiados

O artigo aborda a proposta de alteração legislativa contida no PL 3.453/21, que visa reforçar a aplicação do princípio do in dubio pro reo nos julgamentos de órgãos colegiados em matéria penal. Com a aprovação da Câmara dos Deputados, em caso de empate, a decisão deverá favorecer o réu, destacando a presunção de inocência e garantindo maior proteção aos direitos fundamentais. O texto analisa ainda a rejeição da emenda do Senado que poderia enfraquecer esse princípio, enfatizando a urgência de...

Aury Lopes Jr
05 mar. 2024
O in dubio pro reo na perspectiva de órgãos colegiados
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise do Projeto de Lei 3.453/21, que propõe alterações na lei 8.038/90 e no Código de Processo Penal, focando principalmente na questão do empate em julgamentos de órgãos colegiados.

Inicia com uma discussão sobre a presunção de inocência, estabelecendo que é um direito garantido pela Constituição e a sua corolária, que exige que a culpa de um acusado seja comprovada pelo Estado. Explica-se a distinção entre regra probatória e regra de tratamento, ressaltando que, no primeiro caso, cabe à acusação provar a culpabilidade, sendo a dúvida interpretada a favor do réu, enquanto no segundo, impõe-se um tratamento digno ao suspeito. O artigo detalha que, segundo o PL, em caso de empate nos julgamentos, a decisão deve beneficiar o acusado, refletindo o principio do in dubio pro reo, e menciona que essa regra atualmente se aplica apenas a habeas corpus.

Também discute a rejeição de uma emenda proposta no Senado, que previa a suspensão do julgamento em caso de empate para permitir que todos os membros do colegiado se pronunciassem, argumentando que todo processo penal é urgente e que a dúvida deve favorecer o imputado. O autor conclui que o PL fortalece a presunção de inocência, promove a segurança jurídica e contribui para a civilidade nos julgamentos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O in dubio pro reo na perspectiva de órgãos colegiados" por Michel França.

  • Presunção de Inocência: Discussão sobre o princípio da presunção de inocência, garantido na Constituição Federal e suas implicações na responsabilidade do Estado em provar a culpabilidade do acusado.
  • Regra do In Dubio Pro Reo: Análise da aplicação do princípio do in dubio pro reo, que estabelece que, em caso de dúvida, a decisão deve favorecer o réu, visando garantir a justiça e a proteção dos direitos fundamentais.
  • PL 3.453/21: Detalhes sobre o projeto de lei que altera a lei 8.038/90 e o Código de Processo Penal, incluindo as implicações de decisões em caso de empate em órgãos colegiados.
  • Decisões por Maioria de Votos: Informações sobre a manutenção da regra de que as decisões dos tribunais colegiados sejam tomadas por maioria de votos, e como isso se relaciona ao processo penal.
  • Impacto da Emenda do Senado: Discussão sobre a emenda rejeitada que propunha suspender julgamentos em caso de empate, e a importância da rejeição dessa emenda para a efetivação do in dubio pro reo.
  • Desafios e Argumentos no Senado: Reflexão sobre os debates na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, destacando a posição de juristas e advogados sobre a urgência do processo penal e a necessidade de favorecer o acusado.
  • Papel do Estado na Presunção de Inocência: Análise crítica sobre a responsabilidade do Estado em provar a culpabilidade e a implicação disso nas decisões do judiciário.
  • Fortalecimento da Segurança Jurídica: Considerações sobre como o PL 3.453/21 promove a segurança jurídica e um tratamento mais isonômico em processos penais, alinhando-se aos princípios democráticos.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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