Relativizações no processo penal – por paulo silas taporosky filho
O artigo aborda a importância da forma como garantia no processo penal, ressaltando a necessidade de seguir as normas processuais para assegurar os direitos do acusado e a legitimidade da jurisdição. O autor, Paulo Silas Taporosky Filho, critica as relativizações que ameaçam a integridade do processo, defendendo que violações às regras devem resultar em nulidades, pois priorizar o resultado em detrimento da formalidade pode comprometer a justiça. Essa análise convida à reflexão sobre os funda...

O artigo aborda a importância da forma no processo penal, destacando que a instrumentalização da jurisdição é essencial para garantir direitos, especialmente do acusado, e para assegurar a justa apuração de crimes.
Ele discute as implicações do descumprimento de atos processuais previstos, alertando sobre o risco de relativizações que priorizam a satisfação social em detrimento do dever constitucional de respeito às normas processuais. Também se analisa a função da Constituição Federal como balizadora das ações no âmbito do processo penal, afirmando que as garantias fundamentais não podem ser relativizadas, pois isso compromete a integridade do sistema.
O autor critica a noção de “nulidade relativa”, que emerge como uma tentativa de justificar desconformidades processuais, ressaltando que essa flexibilização pode desvirtuar os objetivos do processo e levar a uma erosão dos direitos do acusado em prol de um suposto bem maior. A conclusão enfatiza a necessidade de proteger as suas garantias, lamentando a tendência das relativizações no campo processual penal.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Relativizações no processo penal" por Paulo Silas Taporosky Filho.
- A importância da forma no processo penal: Discussão sobre como a instrumentalização do exercício da jurisdição através de procedimentos legais é fundamental para a garantia dos direitos do réu e a validade das decisões judiciais.
- Consequências do descumprimento dos atos processuais: Análise sobre o tratamento dado ao descumprimento das formalidades processuais e suas implicações para o acusado e a sociedade.
- Acesso à Justiça e Direitos do Acusado: Reflexão sobre como o foco excessivo nos objetivos do processo penal pode levar à relativização dos direitos do acusado, colocando em risco princípios fundamentais.
- A Constituição como balizador: A Constituição Federal é apresentada como a base que limita as justificativas e diretrizes que podem ser seguidas no processo penal, evitando ambiguidade na aplicação das normas.
- Nulidade absoluta vs. nulidade relativa: Crítica à criação de conceitos como a nulidade relativa, que permite a flexibilização das normas processuais em nome do pragmatismo e utilitarismo.
- O risco das relativizações: Os perigos associados ao uso de relativizações no processo penal e como isso pode ameaçar a efetividade dos direitos e garantias dos acusados.
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