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Artigos Empório do Direito – Nas mãos de flores: considerações psicológicas sobre exame criminológico

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ARTIGO

Nas mãos de flores: considerações psicológicas sobre exame criminológico

O artigo aborda as complexas interações entre a Psicologia e o Direito, especialmente no contexto dos exames criminológicos e seu impacto na individualização da pena. A autora, Maíra Marchi Gomes, destaca as limitações e implicações éticas da Resolução 012/2011 do Conselho Federal de Psicologia e a resistência da Psicologia em realizar prognósticos criminológicos, defendendo uma abordagem mais interdisciplinar para reduzir a patologização dos indivíduos em conflito com a lei. A discussão enfa...

Maíra Marchi Gomes
11 mai. 2015 13 acessos
Nas mãos de flores: considerações psicológicas sobre exame criminológico

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda considerações sobre a interface entre Psicologia e Direito, especificamente sobre a Resolução 012/2011 do Conselho Federal de Psicologia que regulamenta a atuação de psicólogos no sistema prisional e suas implicações no exame criminológico.

A autora discute a importância da presença de psicólogos nas Varas Criminais e nas delegacias, enfatizando o papel da Psicologia na avaliação dos autores de crimes. Além disso, aborda a suspensão de artigos da resolução em estados como Rio de Janeiro e Goiás, e as críticas do Ministério Público Federal à restrição imposta pela resolução quanto à elaboração de prognósticos criminológicos, que afeta a atuação dos psicólogos no contexto da execução penal. O texto também traz à tona a controvérsia sobre a responsabilidade da Psicologia na individualização da pena e a necessidade de uma abordagem interdisciplinar, citando que a avaliação do exame criminológico deve envolver não apenas psicólogos, mas também psiquiatras e assistentes sociais.

A autora destaca as potencialidades e as limitações dessa norma, questionando a perspectiva reducionista que individualiza o crime e desconsidera contextos sociais mais amplos, refletindo sobre como a prática psicológica pode ser moldada pelas exigências do sistema penal. Por fim, a discussão levanta a crítica à visão dominante que pode reforçar estigmas e perpetuar a violência institucional, chamando a atenção para a necessidade de uma prática psicológica mais ética e socialmente responsável dentro do sistema prisional.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Nas mãos de flores: considerações psicológicas sobre exame criminológico" por Maíra Marchi Gomes.

  • Contribuições da Psicologia ao Direito: Discussão sobre a importância da intervenção psicológica em processos judiciais, focando tanto nas vítimas quanto nos autores dos delitos.
  • Exame criminológico como presente perigoso: Análise crítica do papel que a Psicologia pode desempenhar em relação ao Sistema Judicial e a Resolução 012/2011 do CFP que regula a atuação da Psicologia no sistema prisional.
  • Controvérsias sobre a Resolução 012/2011: Detalhes sobre a suspensão de artigos da resolução e a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal visando sua invalidade.
  • Direitos profissionais dos psicólogos: Discussão sobre as restrições impostas pela Resolução e a alegação de afronta ao direito de livre exercício da profissão dos psicólogos.
  • Papel do juiz e avaliação psicológica: Análise do papel do psicólogo na avaliação de condenados e a importância das considerações subjetivas na tomada de decisões judiciais.
  • Individualização da pena versus individualização do crime: Reflexão sobre como a Psicologia pode influenciar a percepção do crime e das responsabilidades individuais, além de suas implicações no sistema penal.
  • Perigos da leitura patologizante: Crítica ao risco de a Psicologia ser utilizada de forma a patologizar comportamentos e desviar a atenção das causas coletivas do crime.
  • Interdisciplinaridade no exame criminológico: Proposta de uma abordagem colaborativa envolvendo Psicologia, Psiquiatria e Serviço Social para uma avaliação mais abrangente e justa dos condenados.
  • Crítica à lógica retributiva: Discussão sobre a falha da justiça em olhar apenas para a individualidade do delinquente sem considerar o contexto social mais amplo.
  • Futuro da atuação do psicólogo no direito penal: Reflexão sobre a relação entre o direito, o papel que os operadores da justiça acreditam que a Psicologia deve ter, e os direitos dos apenados.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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