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Artigos Empório do Direito – Concepções de família no código civil – narcisismo do operador do direito e seus respingos em crianças e adolescentes

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ARTIGO

Concepções de família no código civil - narcisismo do operador do direito e seus respingos em crianças e adolescentes

O artigo aborda a reflexão crítica sobre as concepções de família presentes no Código Civil brasileiro e seus impactos na vida de crianças e adolescentes. A autora, Maíra Marchi Gomes, analisa como o Direito oblitera famílias não tradicionais e impõe normas que podem prejudicar a subjetividade dos jovens, destacando a obrigatoriedade da participação dos pais na vida dos filhos como um dever, além de questionar a visão restrita do que constitui uma família.

Maíra Marchi Gomes
29 fev. 2016 8 acessos
Concepções de família no código civil - narcisismo do operador do direito e seus respingos em crianças e adolescentes

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise crítica da concepção de família no Código Civil brasileiro, especialmente em relação às suas implicações para crianças e adolescentes, destacando a visão restritiva e tradicionalista do Direito. Os temas principais incluem a imposição de deveres aos cônjuges, que reforçam a ideia de monogamia e residências conjugal, desconsiderando outras formas de união; a exclusão de famílias homossexuais e a visão reducionista do conceito de filiação, que implica que apenas filhos biológicos têm relevância legal; a obrigatoriedade de supervisão dos pais sobre seus filhos, transformando o amor parental em um dever legal; a questão da guarda compartilhada em situações de desentendimento entre os pais, que pode desconsiderar o bem-estar da criança; e por fim, a crítica ao narcisismo dos operadores do Direito, que perpetuam uma visão única da família homogênea e tradicional, em detrimento de outras configurações familiares que podem ser igualmente saudáveis e acolhedoras.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Concepções de família no código civil - narcisismo do operador do direito e seus respingos em crianças e adolescentes" por Maíra Marchi Gomes.

  • Análise do Código Civil: Reflexão sobre a extensão do Código Civil e suas implicações na concepção de família e seus efeitos sobre a subjetividade de crianças e adolescentes.
  • Normas que regem os casais: Discussão sobre os deveres impostos aos cônjuges, como a fidelidade recíproca e a vida em comum, e a exclusão de outras formas de união.
  • Exclusões do Direito: Critica ao fato de o Direito considerar apenas uniões heteroafetivas e filhos biológicos, ignorando a diversidade familiar e as novas configurações de família.
  • Impactos na guarda de crianças: Análise do Art. 1.583 e as responsabilidades dos pais em relação aos filhos, destacando o aspecto do amor como obrigação imposta pelo Direito.
  • Guarda compartilhada: Reflexão sobre a aplicação da guarda compartilhada e a omissão do juiz em considerar o impacto dessa decisão na vida da criança.
  • Crítica ao narcisismo dos operadores do Direito: A autora aponta como a busca por aprovação social entre operadores do Direito pode levar a decisões prejudiciais a crianças e adolescentes.
  • Convite à reflexão: Um chamado aos magistrados para reconsiderarem suas posições e práticas legislativas, evitando a exclusão das diferentes configurações familiares.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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