A inversão no interrogatório do réu: o equivocado entendimento do superior tribunal de justiça
O artigo aborda a controvérsia sobre a inversão do interrogatório do réu no processo penal, especificamente a interpretação do Superior Tribunal de Justiça a respeito da nulidade decorrente do desrespeito à ordem de interrogatório. O autor, Rômulo de Andrade Moreira, critica a decisão que exige o apontamento da nulidade apenas até as alegações finais, enfatizando que tal entendimento viola princípios fundamentais do contraditório e da ampla defesa, e argumenta que o interrogatório deve sempre...

O artigo aborda a questão da inversão no interrogatório do réu à luz do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e suas implicações jurídicas.
Primeiramente, discute-se a aplicação do Tema Repetitivo 1.114, que estabelece que a nulidade pela ordem inadequada do interrogatório deve ser suscitada até as alegações finais, conforme o artigo 571 do Código de Processo Penal (CPP). Em seguida, aborda-se a interpretação equivocada que poderia levar a crer que seria necessário arguir a nulidade imediatamente após a inversão do interrogatório. O texto também destaca a importância do interrogatório como um ato de defesa e o papel do princípio do contraditório, além de expor críticas à posição do STJ, que ignora a natureza jurídica do interrogatório.
Outros temas ressaltados incluem a reforma do CPP com a Lei nº 11.719/08, que elevou a importância do interrogatório na fase de instrução criminal; o reconhecimento da nulidade de ofício; a discussão sobre a necessidade de comprovação de prejuízo para o réu em casos de nulidade; e a posição de diversos doutrinadores sobre a natureza do interrogatório como meio de defesa. Por fim, o artigo conclui que o STJ cometeu um erro que precisa ser corrigido pela Suprema Corte, ressaltando a significativa importância das garantias do devido processo legal.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "A inversão no interrogatório do réu: o equivocado entendimento do superior tribunal de justiça" por Rômulo de Andrade Moreira.
- Tese do Tema Repetitivo 1.114: Discussão sobre a nulidade decorrente da inversão do interrogatório e sua arguição até as alegações finais, conforme o artigo 571 do CPP.
- Interpretação da Terceira Seção do STJ: A decisão que esclareceu a nulidade não necessita ser arguida imediatamente após a inversão da ordem de interrogatório, mas até as alegações finais.
- Importância do Interrogatório: O interrogatório é destacado como o último ato da instrução criminal e um meio de defesa fundamental do réu.
- Princípios do Contraditório e Ampla Defesa: A inversão da ordem interferindo no interrogatório viola princípios constitucionais e processuais importantes, segundo o autor.
- Status Legal do Interrogatório: O interrogatório deve ser considerado como um ato de defesa e não apenas como meio de prova, conforme as reformas propostas pela Lei nº 11.719/08.
- Relação com Direitos Humanos: Discutida a importância de garantir que o réu esteja presente e tenha a chance de se defender pessoalmente durante o processo penal, em consonância com tratados internacionais.
- Consequências da Nulidade: O autor argumenta que a nulidade deve ser reconhecida em qualquer fase do processo e não apenas depende da alegação das partes, assegurando o devido processo legal.
- Críticas à Instrumentalidade do Processo: Questões em torno da aplicação do conceito de instrumentalidade no processo penal que podem desconsiderar direitos fundamentais dos acusados.
- Erro do STJ: Considerações finais sobre a postura do Superior Tribunal de Justiça e a expectativa em relação à nova posição do Supremo Tribunal Federal.
Autores na comunidade
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo










Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.




