A intervenção enquanto instrumento de propaganda
O artigo aborda a criação de inimigos como uma estratégia política utilizada por governos com baixa legitimidade para manipular a opinião pública e desviar o foco de questões mais relevantes, como a corrupção e a perda de direitos. Através da construção de um medo difuso, a intervenção na segurança pública é apresentada como uma forma de propaganda, cujo objetivo é fragilizar e controlar as massas, desviando a atenção dos problemas reais da sociedade. A análise critica como essa tática é plan...

O artigo aborda a criação e utilização da figura do inimigo como uma estratégia política e de propaganda, destacando seu uso histórico em contextos como o nazismo e o islamismo, e como essa prática é aplicada na atualidade, especialmente em relação à intervenção no Rio de Janeiro.
A discussão inicia com a análise da promoção de inimigos para consolidar poderes, enfatizando como essa tática desvia a atenção de problemas sérios como a corrupção e a perda de direitos. O texto também investiga a decisão política por trás da intervenção, que carece de fundamentos técnicos e é mais um produto de marketing e propaganda do que uma solução de segurança pública. São exploradas as implicações dessa estratégia no controle social, onde o medo é utilizado para manipular as massas, fazendo com que a população aceite a perda de direitos em troca de uma falsa sensação de segurança.
O autor critica a validação dessa narrativa pela mídia e a redirecionamento do foco de investigação e ação do estado, que se volta contra a população mais pobre, perpetuando um ciclo de opressão. Além disso, menciona a ingenuidade de indivíduos que se tornam "soldados" dessa guerra retórica, questionando a colaboração dos oprimidos com seus opressores.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "A intervenção enquanto instrumento de propaganda" por Rosivaldo Toscano dos Santos Júnior.
- A criação de inimigos como estratégia de poder: Análise da utilização de um inimigo comum para promover coesão social e manipulação das massas, com exemplos históricos como o nazismo e o atual clima de hostilidade em relação aos islâmicos.
- Intervenção no Rio de Janeiro: Crítica à intervenção em segurança pública, argumentando que não houve justificativa técnica ou aumento significativo da violência urbana que a justificasse.
- Crise de legitimidade do governo: Reflexão sobre a necessidade de governos com baixa popularidade de encontrar inimigos comuns para desviar a atenção de questões como a corrupção e a perda de direitos.
- A eficácia do medo: Exploração do medo como ferramenta de manipulação e controle social, que pode levar a população a abrir mão de seus direitos.
- Marketing político: Argumento de que a estratégia da intervenção foi criada por agências de propaganda, sem a devida consultoria de especialistas em segurança, visando criar um ato político em vez de uma solução real para os problemas de segurança.
- Redirecionamento do aparato estatal: Crítica ao uso do sistema coercitivo contra os pobres e a marginalização das questões de corrupção intragovernamental.
- Infantilização da massa: Discussão sobre a manipulação das massas para fragilizá-las e torná-las mais suscetíveis à propaganda e ao controle social.
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