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Artigos Conjur – Se jurista tem inconsciente, diálogo com a psicanálise é fundamental

ARTIGO

Se jurista tem inconsciente, diálogo com a psicanálise é fundamental

O artigo aborda a intersecção entre psicanálise e literatura, destacando a influência de Freud e Lacan na compreensão do inconsciente como um aspecto crucial na leitura de textos literários. Alexandre Morais da Rosa explora como a subjetividade do leitor e a evasividade do significado nas obras literárias desafiavam interpretações objetivas, enfatizando que cada leitura é uma experiência singular moldada por contextos e desejos individuais. Nesse cenário, a literatura emerge como um meio pote...

Alexandre Morais da Rosa
27 set. 2014 17 acessos
Se jurista tem inconsciente, diálogo com a psicanálise é fundamental

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre a psicanálise e a literatura, enfatizando a importância deste diálogo para a compreensão do inconsciente no contexto jurídico.

Discute a influência de Freud na interação entre essas duas áreas, ressaltando que a leitura literária deve ser vista como uma experiência dinâmica, onde o sentido está em constante mutação e não é fixo, refletindo as subjetividades dos leitores. O autor argumenta que a psicanálise não deve buscar verdades absolutas no texto literário, pois isso apazigaria apenas a incompletude do sujeito, que está sempre em busca de reconhecimento e sentido, mediado pelo desejo do Outro. Também se menciona a tripartição lacaniana do inconsciente (Imaginário, Simbólico, Real) e a importância da linguagem na formação da experiência do sujeito, destacando que a leitura não é objetiva, mas uma interação repleta de significados múltiplos e variáveis, influenciada por fantasia, defesa pessoal e contexto.

O texto critica a busca por interpretações universais e a ideia de que o não-dito possa ser irrelevante, propondo, em vez disso, uma visão que valoriza a singularidade da experiência individual na interpretação literária, sugerindo que a literatura oferece uma via para abordar o mal-estar da civilização e a busca de sentido na vida. Ao final, sugere-se que essa interação entre o jurídico e o literário pode enriquecer a compreensão do ser humano em suas complexas relações sociais e subjetivas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Se o jurista tem inconsciente, o diálogo com a psicanálise é fundamental" de Alexandre Morais da Rosa.

  • Diálogo entre Psicanálise e Literatura: A conexão entre Freud e a literatura, ressaltando a dificuldade de se captar a essência do texto sem confundir registros e significados.
  • Inconsciente e Texto Literário: A complexidade de interpretar o desejo inconsciente do texto literário e a relação entre autor, texto e leitor, enfatizando a leitura como uma experiência singular.
  • Estrutura do Inconsciente segundo Lacan: A tripartição do inconsciente: Real, Simbólico e Imaginário, e a importância da linguagem nesse processo.
  • A função do Analista: O papel do analista na decifração do sintoma na linguagem e a interação entre o texto literário e o desejo do sujeito.
  • Leitura como Ato Singular: A leitura é uma experiência individual e mutável, onde o leitor traz suas particularidades e fantasias ao processo interpretativo.
  • Crítica da Interpretação Objetiva: A falácia de pensar que a interpretação pode ser objetiva e a necessidade de reconhecer o não-dito e suas implicações no entendimento do texto.
  • Papel da Literatura na Civilização: A literatura como um meio para lidar com a falta e as angústias existenciais, ajudando a dar sentido ao mundo jurídico.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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