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Artigos Conjur – 200 anos de instituição do Tribunal do Júri no Brasil

ARTIGO

200 anos de instituição do Tribunal do Júri no Brasil

O artigo aborda os 200 anos do Tribunal do Júri no Brasil, traçando sua evolução desde a sua criação em 1822 até os desafios atuais. Os autores discutem temas relevantes, como a importância da imparcialidade nos julgamentos, o impacto da tecnologia e as críticas à execução provisória de penas. Além disso, explora aspectos comparativos com o júri francês e a necessidade de um sistema mais democrático e eficiente que respeite as garantias constitucionais.

Daniel Avelar, Rodrigo Faucz
18 jun. 2022 20 acessos
200 anos de instituição do Tribunal do Júri no Brasil

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a história e evolução do Tribunal do Júri no Brasil ao longo dos últimos 200 anos, iniciando com sua instituição em 1822. Discute a importância da proteção de um julgamento imparcial e representativo, como um baluarte das garantias constitucionais, e como certos grupos buscam enfraquecer o júri em um sistema democrático.

Temas como a relação entre júri e garantismo são explorados por Ana Claudia Bastos de Pinho e José Edvaldo Pereira Sales, enquanto Alexandre Morais da Rosa e Luna Rocha Dantas destacam a influência da tecnologia nas estratégias de persuasão. A análise comparativa com o júri francês é abordada por Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, e André Machado Maya argumenta sobre o papel do juiz de garantias no fortalecimento da imparcialidade. O histórico do júri e sua relevância para a democracia é discutido por Antônio Pedro Melchior e Denis Sampaio, e Daniel Avelar, enquanto Diogo Malan aponta a problemática da execução provisória da pena. A oralidade no júri é defendida por Fauzi Hassan Choukr, e Guilherme Madeira Dezem e Mariângela Lopes abordam questões processuais relevantes.

A soberania dos veredictos é examinada sob diversas perspectivas, assim como a escolha de jurados nos diferentes sistemas. Leonel González Postigo discute a importância do júri na América Latina e, por fim, Maria Thereza Rocha de Assis Moura e Daniel Marchionatti analisam a lentidão dos processos nos crimes dolosos, enfatizando a necessidade de celeridade. Conclui-se que as decisões no júri devem ser fundamentadas respeitando os direitos individuais, todo o contexto histórico é uma celebração à instituição do júri como a mais democrática do Brasil.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo “Os 200 anos do Tribunal do Júri no Brasil” de Rodrigo Faucz e Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

  • História do Tribunal do Júri: Reflexões sobre a importância da instituição desde sua criação em 1822 e seus impactos ao longo da história brasileira, marcada por avanços e retrocessos.
  • Garantias no Julgamento: A defesa da manutenção de premissas que garantam um julgamento imparcial, respeitando direitos constitucionais, a partir de reflexões de Ana Claudia Bastos de Pinho e José Edvaldo Pereira Sales.
  • Papel da Tecnologia: Análise da influência da tecnologia nas estratégias de persuasão dos juradores, explorada por Alexandre Morais da Rosa e Luna Rocha Dantas.
  • Direito Comparado: Estudo sobre as diferenças entre os júris brasileiro e francês pelas óticas de provas periciais e testemunhais, apresentado por Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer.
  • Juiz de Garantias: Reflexões de André Machado Maya sobre a importância do juiz de garantias e seu papel no reforço da imparcialidade na condução dos procedimentos do júri.
  • Reformas Históricas: Análises históricas por Antônio Pedro Melchior, Denis Sampaio e Daniel Avelar sobre reformas e impacto do júri na democracia.
  • Execução Provisória: Discussão sobre a violação de princípios constitucionais e convencionais pela execução provisória da pena no Tribunal do Júri, abordada por Diogo Malan.
  • Oralidade nos Julgados: Importância da oralidade na qualidade dos julgamentos e seus efeitos positivos, segundo Fauzi Hassan Choukr.
  • Preclusão “Pro Judicato”: Análise do artigo 479 sob a perspectiva de preclusão, abordada por Guilherme Madeira Dezem e Mariângela Lopes.
  • Soberania dos Veredictos: Estudo sobre a soberania dos veredictos por diferentes autores, abordando diversos ângulos, como absolvição e práticas forenses.
  • Escolha de Jurados: Análise do sistema de escolha e recusa de jurados, com foco na fase do voir dire, por José Laurindo de Souza Netto e Ronaldo de Paula Mion.
  • Júri na América Latina: Reflexões do professor Leonel González Postigo sobre o papel do júri na consolidação do sistema acusatório e sugestões de reformas.
  • Demora nos Julgamentos: Investigação da demora no julgamento dos crimes dolosos contra a vida, pela perspectiva de Maria Thereza Rocha de Assis Moura e Daniel Marchionatti.
  • In Dubio Pro Societate: Reflexões sobre a decisão de pronúncia e a necessidade de seguir o princípio in dubio pro reo, discutido por Rodrigo Faucz Pereira e Silva e Priscilla Kavalli.
  • Formulação dos Quesitos: Importância da formulação dos quesitos e a formação do Conselho de Sentença, tratado pelo professor Geraldo Prado.
  • Construção Democrática: Considerações sobre a necessidade de um júri estruturado para garantir veredictos humanos, imparciais e justos, como síntese da obra.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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