Como não ser lido: o desafio de se comunicar corretamente no processo
O artigo aborda a importância da comunicação eficaz no processo jurídico, destacando a necessidade de clareza, simplicidade e objetividade na escrita. O autor, Alexandre Morais da Rosa, alerta para os problemas de comunicação que surgem quando a linguagem é excessivamente complexa ou recheada de jargões desnecessários. Ele também menciona o livro do professor Osvaci Amaro Venâncio Junior, que oferece orientações sobre como escrever de forma lógica e adequada à prática forense, enfatizando que...

O artigo aborda a complexidade da comunicação no processo judicial, destacando a importância de uma escrita clara e eficaz para evitar a incompreensão por parte do destinatário.
Discute-se a controvérsia se a habilidade de escrever bem é inata ou adquirida, enfatizando a necessidade de escrever corretamente e planejar a estrutura do texto para uma argumentação lógica. O autor critica a tendência de muitos profissionais do direito em escrever de forma aleatória, enfatizando a importância de clareza, simplicidade e objetividade na prática forense, além de alertar sobre a rejeição do leitor a textos prolixos e desinteressantes. Também menciona a relevância da aquisição de conhecimentos e habilidades práticas no processo de aprendizagem da escrita, destacando o papel do livro do professor Osvaci Amaro Venâncio Junior como uma ferramenta valiosa para a construção de proposições corretas e inteligíveis.
O autor também aponta para as mudanças trazidas pela tecnologia na comunicação jurídica, sugerindo que abordagens diretas e assertivas são fundamentais no ambiente atual. Por fim, dá dicas práticas, como a utilização de estruturas simples na escrita e critica o uso desnecessário de adjetivos que podem ser considerados redundantes.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Como não ser lido: o desafio de se comunicar corretamente no processo" de Alexandre Morais da Rosa.
- Conceitos de Comunicação: Discussão sobre a importância de compreender o “referente” e o “significado” na comunicação e as consequências de falhar nesse aspecto.
- Escrita Eficiente: Debate sobre a necessidade de escrever corretamente e a diferença entre habilidades inatas e adquiridas na comunicação escrita.
- Planejamento da Escrita: A ênfase na importância de um planejamento adequado ao compor petições, evitando textos aleatórios e dispersos.
- Clareza e Objetividade: A necessidade de uma linguagem clara e objetiva na prática forense, evitando jargões e frases desnecessárias que podem levar à encomenda de abandono do texto pelo leitor.
- Experiência e Atitude: A conexão entre a disposição subjetiva, engajamento e a melhoria do processo comunicativo através da experiência e aprendizado contínuo.
- Regras e Prática na Escrita: A importância de dominar regras sintáticas, semânticas e pragmáticas, juntamente com a prática constante na escrita.
- Ajuste ao Contexto Digital: Reflexão sobre as adaptações necessárias na comunicação escrita, considerando as exigências do Processo Eletrônico e a capturação da atenção do leitor.
- Aconselhamento Prático: Sugestões de como estruturar frases simples e diretas, evitando o uso de adjetivos desnecessários que podem prejudicar a clareza do texto.
- Impacto do Estilo de Escrita: A análise de como a postura e estilo de escrita impactam a reputação do autor e a recepção do conteúdo pelos leitores.
- Humor e Ironia no Discurso Jurídico: Observações sobre o uso de expressões que podem soar inadequadas ou humorísticas, reforçando a liberdade de escolha na escrita.
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