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Artigos Conjur – Assessores e estagiários: de bodes expiatórios a ghost writers

ARTIGO

Assessores e estagiários: de bodes expiatórios a ghost writers

O artigo aborda a função dos estagiários e assessores no Poder Judiciário brasileiro, destacando seu papel crucial na elaboração de decisões judiciais. O autor Alexandre Morais da Rosa discorre sobre a importância de reconhecer a qualificação desses profissionais, que, frequentemente, são vistos como bodes expiatórios nas falhas judiciais, mas que também atuam como ghost writers, moldando o conteúdo das decisões. A análise enfatiza a influência das antessalas do poder e dos filtros de informa...

Alexandre Morais da Rosa
30 abr. 2016 13 acessos
Assessores e estagiários: de bodes expiatórios a ghost writers

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relevância e o papel dos assessores e estagiários no Poder Judiciário brasileiro, destacando que muitas decisões são inicialmente elaboradas por esses profissionais, cuja qualificação é essencial.

A discussão inclui a crítica ao tradicional desprezo por essas figuras, defendendo a necessidade de valorização e reconhecimento de seu trabalho. A temática da "antessala do poder" é explorada, enfatizando como influências indiretas de conselheiros e outros agentes podem afetar a tomada de decisões judiciais, revelando a complexidade da informação que chega aos juízes. A ideia de que, apesar de barreiras legais, a dinâmica de poder e influência persistem é sublinhada, com a menção a filtros de informação que podem levar a uma autoafirmação equivocada por parte dos julgadores.

O texto também utiliza a Teoria dos Jogos para explicar a interatividade e o fluxo de informações no processo decisório, ressaltando os riscos associados a essas relações. Por fim, a importância dos estagiários é reafirmada, reconhecendo que, embora possam ser vistos como bodes expiatórios quando as decisões falham, também são "ghost writers" no sucesso das deliberações judiciais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Assessores e estagiários: de bodes expiatórios a ghost writers judiciais", de Alexandre Morais da Rosa.

  • Papel dos Estagiários e Assessores: Discussão sobre como a maioria das decisões do Judiciário é elaborada por estagiários e assessores, ressaltando a necessidade de sua qualificação, ao invés de meramente desqualificá-los.
  • Importância da Antessala do Poder: Análise do impacto que a preparação de documentos por estagiários e assessores tem na tomada de decisão dos juízes, destacando a influência indireta exercida por esses profissionais.
  • Teoria dos Jogos: Uso da Teoria dos Jogos para ilustrar como a sobrecarga de informações e influências externas pode afetar o processo de decisão judicial, podendo obscurecer a verdade.
  • Influências na Tomada de Decisão: Reflexão sobre o papel de conselheiros, amigos e a mídia, e como essas relações criam uma rede de influência que impacta as decisões judiciais.
  • Concentração de Poder: Discussão sobre como a concentração de poder agrava os problemas relacionados à antessala do poder e como isso afeta o acesso à informação pelos tomadores de decisão.
  • Filtros de Informação: Investigação sobre como filtros de informação podem levar a processos de autoafirmação e alienação, bem como à ilusão de domínio do conhecimento.
  • Ghost Writers Judiciais: Reconhecimento do papel dos estagiários e asesores como redatores invisíveis que, quando bem-sucedidos, são responsáveis por decisões jurídicas acertadas, mas não recebem o devido crédito.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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