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Artigos Conjur – Analfabetos e pessoas com deficiência podem ser jurados?

ARTIGO

Analfabetos e pessoas com deficiência podem ser jurados?

O artigo aborda a pertinência da inclusão de analfabetos e pessoas com deficiência na função de jurados, argumentando que a exclusão desses grupos vai contra o princípio democrático do júri. Os autores defendem que, conforme a legislação, tanto o analfabetismo quanto a deficiência não devem ser vistos como impedimentos à participação, desde que garantidas adaptações necessárias para sua inclusão, respeitando assim o direito à cidadania e à justiça. Além disso, ressaltam a importância de uma a...

Daniel Avelar, Rodrigo Faucz
19 jun. 2021 22 acessos
Analfabetos e pessoas com deficiência podem ser jurados?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a possibilidade de analfabetos e pessoas com deficiência serem jurados, analisando aspectos legais e sociais que sustentam essa inclusão.

Primeiro, discute a disposição do Código de Processo Penal sobre a idoneidade dos jurados, argumentando que o analfabetismo não deve ser motivo para exclusão, citando a proibição de discriminação por grau de instrução e ressaltando a importância da participação democrática. O texto também menciona que a natureza oral do tribunal do júri facilita a inclusão, já que provas podem ser apresentadas em formatos acessíveis. Em relação às pessoas com deficiência, o artigo destaca a necessidade de análise individualizada e adaptações judiciais para garantir o exercício de seus direitos, rejeitando a exclusão automática baseada na deficiência.

Exemplos práticos incluem a utilização de tecnologia para jurados com deficiência visual e intérpretes de libras para jurados com deficiência auditiva. Conclui-se que a capacidade de decisão deve ser o critério principal para a participação no júri, afirmando que tanto analfabetos quanto pessoas com deficiência têm direito à inclusão no processo judicial, em busca de representar adequadamente a sociedade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Analfabetos e pessoas com deficiência podem ser jurados?" de Rodrigo Faucz e Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

  • Exigências para ser jurado: O artigo 436 do Código de Processo Penal estipula a participação de cidadãos com “notória idoneidade” e maiores de 18 anos, sem restringir a participação com base na instrução escolar.
  • Inclusão do analfabeto: Analisa-se que o analfabetismo não deve ser um impedimento para a participação no júri, baseando-se na ampla interpretação do CPP e na importância da participação democrática.
  • Condições de decisão: O texto argumenta que a falta de habilidade para ler e escrever não exclui a capacidade de entender e decidir sobre um caso, enfatizando que a oralidade do procedimento do tribunal do júri permite a inclusão de todos.
  • Dados sobre analfabetismo: O artigo menciona os dados do IBGE que revelam a presença de mais de 11 milhões de analfabetos no Brasil, a maioria proveniente de classes sociais marginalizadas.
  • Pessoas com deficiência: A análise deve ser individual para garantir que a participação de pessoas com deficiência no júri seja maximizada e que suas condições sejam respeitadas.
  • Adaptações necessárias: É necessário adaptar a apresentação das provas e autos em plenário para incluir jurados com deficiência, assegurando seu direito à cidadania (Lei 13.146/2015).
  • Deficiência visual e auditiva: Discutem-se alternativas para jurados com deficiência visual e auditiva, como o uso de tecnologia para leitura e intérpretes de Libras, validando a sua participação.
  • Capacidade intelectual e participação: Defende-se que aqueles com capacidade de decisão devem participar ativamente do julgamento, enfatizando a inclusão e representatividade social.
  • Discriminação e exclusão: O artigo conclui que a exclusão genérica de analfabetos ou pessoas com deficiência no alistamento de jurados é uma violação do princípio da justiça e da representatividade.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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