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Artigos Migalhas – Citação mediante envio ao endereço eletrônico da parte (lei 14.195/21)

ARTIGO

Citação mediante envio ao endereço eletrônico da parte (lei 14.195/21)

O artigo aborda as mudanças introduzidas pela lei 14.195/2021 no Código de Processo Civil, que prioriza a citação eletrônica como meio de comunicação oficial com as partes. Além de discutir a controversa constitucionalidade da lei e as obrigações relacionadas ao cadastro de endereços eletrônicos, analisa as implicações práticas dessa nova regra, como a necessidade de confirmação do recebimento da citação e suas consequências legais. Os autores, André Luís Bergamaschi e Fernanda Tartuce, quest...

Dierle Nunes
22 out. 2021
Citação mediante envio ao endereço eletrônico da parte (lei 14.195/21)
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a lei 14.195/2021, que introduz novas regras no Código de Processo Civil (CPC) sobre citação eletrônica, priorizando este meio para a notificação das partes.

Ele discute a origem da lei, resultante da conversão da Medida Provisória 1.040, e suscita questões sobre sua constitucionalidade devido a matérias processuais estranhas ao seu texto original. Os autores ressaltam a importância da atualização constante dos dados cadastrais ao Judiciário para o recebimento de citações, enfatizando os desafios práticos dessa nova obrigação e as eventuais sobrecargas nos bancos de dados do sistema judiciário. Além disso, menciona a antiga e nova modalidade de citação, destaca a necessidade de regulamentação ainda pendente pelo CNJ para viabilizar o processo, e as implicações da nova contagem de prazos prevista.

Outro ponto relevante é a crítica à complexidade adicional que a nova lei introduz no processo, incluindo a afirmação de justa causa para a não confirmação de recebimento da citação eletrônica e respectivas sanções. O artigo conclui com a necessidade de garantir os direitos constitucionais e a promoção de segurança jurídica em casos sensíveis, como ações de família, que não são abrangidas pelas novas regras de citação eletrônica, reforçando a crítica à eficácia prática da lei e defendendo um aperfeiçoamento do sistema judiciário existente.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Citação mediante envio ao endereço eletrônico da parte (lei 14.195/21)" por André Luís Bergamaschi e Fernanda Tartuce.

  • Nova Lei 14.195/2021: Introduz novas regras no CPC visando o uso prioritário de endereço eletrônico como meio de citação das partes demandadas.
  • Vício no Processo Legislativo: Discussão sobre a constitucionalidade da lei, ressaltando a inconstitucionalidade possível devido à inclusão de matérias processuais em emenda a MP que não abarcava tais questões.
  • Dever de Atualização Cadastral: Impõe a obrigação para partes e procuradores de manter dados atualizados perante os órgãos do Poder Judiciário para recebimento de citações e intimações.
  • Preferência pela Citação Eletrônica: A alteração prevê que a citação deve ser feita preferencialmente por meio eletrônico, a ser regulamentado pelo CNJ.
  • Natureza da Regulamentação: Observações sobre a falta de regulamentação específica até o momento e os desafios da efetivação da citação eletrônica prática.
  • Responsabilidades das Partes: Discussão sobre a necessidade de confirmação do recebimento da citação eletrônica e suas implicações em caso de não cumprimento.
  • Consequências da Não Confirmação: Caso a citação eletrônica não seja confirmada, a citação será realizada pelas vias tradicionais, e o réu terá que apresentar justificativa.
  • Aumento da Complexidade Processual: Análise de como o novo sistema pode gerar mais incidentes processuais e debates, afetando a celeridade do andamento dos processos.
  • Exceções em Ações de Estado e Família: Considerações sobre como a nova citação por meio eletrônico não se aplica a demandas familiares e ações que envolvem incapazes.
  • Visões Críticas e Futuras Discussões: Reflexões sobre a necessidade de melhoria na eficácia dos sistemas judiciais existentes em vez da criação de novas regras que aumentem a complexidade.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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