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Artigos Empório do Direito – Entrevista: dr. luciano góes fala sobre racismo e justiça criminal

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ARTIGO

Entrevista: dr. luciano góes fala sobre racismo e justiça criminal

O artigo aborda a entrevista com o advogado Luciano Góes, que discute a interseção entre racismo e justiça criminal no Brasil. Góes analisa como a estrutura histórica e social do país perpetua a discriminação racial, refletindo na elevada presença de negros no sistema prisional e na construção de estereótipos que ligam a negritude ao crime. Além disso, o autor oferece críticas ao papel da criminologia e à "guerra contra as drogas", revelando sua função como uma estratégia de controle social e...

Luciano Góes
04 mar. 2017 19 acessos
Entrevista: dr. luciano góes fala sobre racismo e justiça criminal

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas cruciais relacionados ao racismo e à justiça criminal. Primeiramente, destaca a relevância de discutir o racismo como uma construção sociopolítica histórica que fundamenta a violência no Brasil, caracterizando uma sociedade que, em vez de ser um "paraíso racial," perpetua um apartheid disfarçado.

Luciano Góes analisa as altas taxas de encarceramento de negros, evidenciando que a maioria da população carcerária brasileira é composta por esse grupo, o que reflete uma estrutura social desigual. O autor explora como as raízes do racismo estão entrelaçadas com a criminologia, apontando que a obra de Lombroso e seus sucessores ajudaram a consolidar estereótipos que associam a criminalidade à negritude. Essa construção ideológica perpetua um sistema judicial racista, onde a cor da pele influencia diretamente o tratamento legal recebido. Além disso, Góes discorre sobre a identidade racial e a autoidentificação, discutindo por que muitos negros se rotulam como pardos, como um reflexo das pressões sociais e do desejo de ascensão em uma sociedade que privilegia a branquitude.

A "guerra contra as drogas" é apresentada como uma estratégia que oculta a verdadeira natureza do racismo, sendo uma forma de controle social que afeta desproporcionalmente a população negra. Por fim, o texto menciona como manifestações culturais negras e religiões africanas são alvo de opressão e criminalização, revelando um processo histórico de desumanização e resistência que perdura até os dias de hoje.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados na entrevista com o Dr. Luciano Góes sobre racismo e justiça criminal.

  • Importância de falar sobre racismo: O racismo como fonte de violência e desigualdade, refletindo um sistema que marginaliza a população negra no Brasil, onde mais de 70% dos encarcerados são negros.
  • Papel da Criminologia: A relevância do racismo na construção da criminologia positivista, destacando como a ciência tem sido utilizada para justificar práticas racistas e a exclusão social.
  • Causas da população negra nos presídios: Análise das raízes raciais do encarceramento, a seletividade do sistema penal e como isso reflete um apartheid social e geográfico.
  • Identificação étnica e o uso do termo "pardo": A busca por identidade entre negros e pardos como resultado da negação histórica e do desejo de ascensão social frente ao racismo.
  • Guerra contra as drogas: Crítica à criminalização das drogas como uma estratégia racista, focalizando a população negra e perpetuando um genocídio social.
  • Manifestação cultural e negação de identidade: A relação entre a criminalização de religiões de matriz africana e a luta por reconhecimento da cultura e identidade negra.
  • Estereótipos sociais: Discussão sobre como os estereótipos ligados à população negra influenciam a percepção pública e as ações policiais.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Luciano GóesDoutor em Direito (UnB - 2023) e mestre em Direito (UFSC - 2015), é professor, palestrante, advogado abolicionista quilombista e autor dos livros “Direito penal antirracista” e “A \'tradução\' de Lombroso na obra de Nina Rodrigues: o racismo como bases estruturante da Criminologia brasileira”, Prêmio Jabuti em 2017.

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