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Artigos Conjur – Manicômios judiciários: hospitais ou cadeias? Ambos!

ARTIGO

Manicômios judiciários: hospitais ou cadeias? Ambos!

O artigo aborda a crítica aos manicômios judiciários, comparando-os a prisões que exercem uma dupla violência institucional sobre indivíduos com doenças mentais. Explora a história dessas instituições no Brasil e no mundo, evidenciando como a internação compulsória e a arquitetura desses locais perpetuam o controle e a exclusão, causando danos profundos à subjetividade dos pacientes. Além disso, discute a relação entre psiquiatria e direito penal, questionando a legitimidade das práticas que ...

Leonardo Marcondes Machado
14 fev. 2017 24 acessos
Manicômios judiciários: hospitais ou cadeias? Ambos!

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda os manicômios judiciários, discutindo como essas instituições representam uma fusão de cárcere e hospital, resultando em uma dupla violência institucional.

Inicia-se com a história das internações para “delinquentes alienados”, citando o primeiro estabelecimento no Brasil em 1903 e o Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro em 1921. O texto analisa a relação entre o direito penal e a psiquiatria, destacando a periculosidade e a internação compulsória como elementos fundamentais para a manutenção dessas instituições. Além disso, é abordado o conceito de manicômio como uma “instituição total”, seguindo a linha de Erving Goffman, e os impactos psicológicos da institucionalização nos pacientes, incluindo a “mortificação do eu”. O artigo também menciona experiências traumáticas em hospícios como o “Colônia” em Barbacena e a crítica de que esses locais funcionam como campos de violência, segregação e controle social, conforme argumentam autores como Franco Basaglia e Virgílio de Mattos.

A arquitetura manicomial é analisada por sua semelhança com o modelo panóptico, contribuindo para o controle dos internos. Por fim, o autor alerta que, apesar das mudanças de nomenclatura ao longo do tempo, a ideologia de exclusão e a prática de coisificação dos indivíduos permanecem, reforçando o caráter autoritário do sistema penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Manicômios judiciários: hospitais ou cadeias? Ambos!" de Leonardo Marcondes Machado.

  • Definição de Manicômios Judiciários: Análise das instituições que combinam características de hospitais e prisões, resultando em uma dupla violência institucional.
  • Histórico das Instituições Psiquiátricas: A evolução dos manicômios judiciários, com foco na prisão de Broadmoor na Inglaterra e no Hospital Nacional de Alienados no Brasil.
  • Internação Compulsória: Questão da periculosidade do enfermo mental e a relação entre o direito penal e a psiquiatria.
  • Impactos na Subjetividade: Investigações sobre os danos psicológicos causados pela institucionalização, incluindo o processo de "mortificação do eu".
  • Relatos de Sobreviventes: Exposições de experiências traumáticas de indivíduos que foram internados, como o caso de Antônio Gomes da Silva, "Cabo".
  • Violência Institucional: Discussão sobre a violência e a segregação presentes nos manicômios, segundo autores como Franco Basaglia e Virgílio de Mattos.
  • Arquitetura e Controle: Reflexão sobre como a estrutura física das instituições psiquiátricas serve para intensificar o controle sobre os internos.
  • Desigualdade de Poder: Análise de como o poder médico se estabelece sobre os pacientes, discutindo a ideia de um campo de dominação em relação ao tratamento psiquiátrico.
  • Classificação das Instituições: Crítica à mudança de nomenclatura das instituições psiquiátricas, discutindo se realmente houve mudança na ideologia e prática excludente.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Leonardo Marcondes MachadoDoutorando e Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Pós-graduado em Bases del Razonamiento Probatorio pela Universitat de Girona - Espanha. Professor em cursos de Graduação e Pós-Graduação. Professor da Academia de Polícia Civil de Santa Catarina. Membro Titular do Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Santa Catarina. Delegado de Polícia Civil há mais de quinze anos.

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