Mesmo que a lei seja clara, sempre cabe…um enunciado: bingo!
O artigo aborda a crítica à prática de enunciados no sistema jurídico brasileiro, questionando a legitimidade e a fundamentação democrática por trás dessas decisões, que muitas vezes carecem de contexto e motivação. O autor, Alexandre Morais da Rosa, destaca a dificuldade em entender a eficácia desses enunciados em comparação com as normas legislativas e os precedentes do common law, enfatizando a necessidade de que qualquer enunciado seja bem fundamentado e contextualizado para evitar decisõ...

O artigo aborda a relação entre os três Poderes da República, questionando a legitimidade do Judiciário ao criar enunciados que, segundo o autor, não possuem a fundamentação necessária para serem considerados uma fonte válida de direito.
Os temas centrais incluem: o questionamento da eficácia dos enunciados judiciais, a comparação entre o sistema jurídico brasileiro e o common law, e a crítica à falta de contexto que envolve os enunciados, os quais são vistos como conceitos "sem coisas". O texto também menciona a falta de motivação nas decisões judiciais baseadas em enunciados, caracterizando isso como uma fraude democrática. Além disso, discute a produção contínua de novos enunciados, sugerindo que eles não têm validade ou necessidade de serem considerados, e propõe a reflexão sobre a função do legislador em um sistema onde a criação de enunciados se torna prevalente.
O autor sugere a implementação de contra-enunciados para ilustrar suas críticas e argumenta que a prática atual poderia ser vista como um retorno a paradigmas do século XIX no direito.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo “Mesmo que a lei seja clara, sempre cabe...um enunciado: bingo!”, de Alexandre Morais da Rosa.
- Função do Judiciário: Discussão sobre o papel do Judiciário em relação ao legislador e a pertinência das decisões dos magistrados.
- Características dos Enunciados: Análise dos enunciados como decisões sem fundamentação clara e a falta de contextos que permitam seu entendimento pleno.
- Legitimidade das Súmulas Vinculantes: Comparação entre enunciados e súmulas, enfatizando a legitimidade das últimas devido à sua vinculação constitucional.
- Critica ao Common Law: Reflexão sobre a diferença entre o sistema tradicional do common law e a criação de enunciados no Brasil, questionando a eficácia destes últimos como precedentes.
- Deslegitimação dos Enunciados: Argumentos sobre como os enunciados carecem de fundamento democrático, resultando em decisões judiciais sem a devida motivação.
- Retorno ao Século XIX: Crítica ao desejo de retornar a uma visão normativa do direito que busca respostas antes mesmo das perguntas, implicando a perda de evolução jurídica.
- Propostas de Contra-Enunciados: Apresentação de contra-enunciados que destacam a falta de validade e o caráter substitutivo dos enunciados, questionando a sua relevância no contexto jurídico atual.
- Reflexões sobre o Legislar: Questionamentos sobre a necessidade de um legislador diante das frequentes produções de enunciados e a validade das leis sob essa nova dinâmica.
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