Processo Penal e Catástrofe. 2018 Capa comum 7 junho 2018
O livro aborda a desmistificação do direito penal e do processo penal, questionando seus papéis como defensores da verdade e da justiça. Raphael Boldt utiliza referências da Teoria Crítica e outros pensadores para discutir a falácia do projeto civilizatório ocidental e propõe alternativas à razão punitiva, ressaltando a necessidade de uma democratização real da justiça penal. A obra desafia a visão tradicional das funções do direito penal, propondo uma reflexão profunda sobre os dilemas da ci...

O livro aborda a desmistificação do direito penal e do processo penal, questionando seus papéis como defensores da verdade e da justiça. Raphael Boldt utiliza referências da Teoria Crítica e outros pensadores para discutir a falácia do projeto civilizatório ocidental e propõe alternativas à razão punitiva, ressaltando a necessidade de uma democratização real da justiça penal. A obra desafia a visão tradicional das funções do direito penal, propondo uma reflexão profunda sobre os dilemas da civilização moderna.

Processo Penal e Catástrofe. 2018 Capa comum 7 junho 2018
O leitor tem em mãos a tese de um dos novos talentos da jovem geração de penalistas brasileiros, de quem muito ainda se pode esperar. Com referências importantes, que vão desde a Teoria Crítica de Frankfurt a Jessé Souza, o livro de Raphael Boldt apresenta a desmistificação do direito penal e do processo penal como guardiões da verdade, justiça, racionalidade e paz, no qual destacam-se frases como as seguintes: Sob a justificativa de afirmar os ideais civilizados da modernidade, o projeto civilizatório ocidental e as ciências criminais produziram o que Benjamin chamou de uma nova barbárie'. Apesar de importantes expoentes do pensamento jurídico-penal considerarem utópicas as propostas abolicionistas mais radicais, nada soa mais ilusório do que as funções declaradas do direito e do processo penal. Ainda assim, a democratização efetiva da justiça penal dependerá da superação da razão punitiva, o que pressupõe apontar alternativas duradouras para o impasse no qual se encontra não apenas o poder punitivo, mas a própria civilização moderna. Sebastian Scheerer Ex-diretor do Institut für Kriminologische Sozialforschung da Universidade de Hamburgo (Hamburg Universität) e Professor Emérito do Departamento de Criminologia da mesma Universidade.
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