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Artigos Empório do Direito – Mansplaining e a defesa criminal – por fernanda mambrini rudolfo

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ARTIGO

Mansplaining e a defesa criminal – por fernanda mambrini rudolfo

O artigo aborda as dificuldades enfrentadas por mulheres na defesa criminal, destacando a cultura do mansplaining e outras estratégias que minimizam seu papel e capacidade profissional em um ambiente judicial predominantemente masculino. A autora, Fernanda Mambrini Rudolfo, evidencia a persistência de estereótipos de gênero que prejudicam a defesa, agravando a desigualdade e dificultando o acesso à justiça para mulheres no Brasil. O texto também reflete sobre as perspectivas de igualdade de g...

Fernanda Mambrini Rudolfo
11 dez. 2016 10 acessos
Mansplaining e a defesa criminal – por fernanda mambrini rudolfo
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a dificuldade da defesa criminal, especialmente quando realizada por mulheres em um ambiente predominantemente masculino, e o impacto do mansplaining nessa dinâmica.

Inicialmente, discute como a presunção de inocência se torna um obstáculo adicional para a defesa, que já parte de uma posição desvantajosa. O texto critica a ideia de que a desigualdade de gênero não é mais um problema, evidenciando que essa perspectiva é geralmente sustentada por aqueles que se encontram em posições privilegiadas. O conceito de mansplaining é explorado, demonstrando como homens insistem em explicar de maneira condescendente ou errônea para as mulheres, o que prejudica sua atuação profissional e a defesa criminal em particular. Além disso, outras estratégias como manterrupting e bropriating são mencionadas, ilustrando a cultura de subordinação das mulheres na sociedade brasileira.

O artigo também aponta que, apesar do crescente número de mulheres na educação superior, elas continuam a ser sub-representadas em cargos de poder, levando a uma escassez de igualdade de gênero no sistema judiciário e lamentando que essa situação pode levar cerca de 95 anos para mudar. A disparidade nas avaliações de competências profissionais entre homens e mulheres é discutida, enfatizando que a diferença nos "armamentos" na atuação judicial já indica uma falta de paridade nas batalhas legais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Mansplaining e a defesa criminal" por Fernanda Mambrini Rudolfo.

  • Dificuldades da defesa criminal: Análise das barreiras que a defesa enfrenta para gerar convencimento no contexto jurídico, especialmente em favor das mulheres.
  • Presunção de inocência: Reflexão sobre como a presunção de inocência é impactada quando se é mulher no sistema judicial, exacerbando a dificuldade de defesa.
  • Cultura androcêntrica: Discussão sobre a persistência da desigualdade de gênero dentro do sistema jurídico, onde percepções errôneas sobre a capacidade feminina são comuns.
  • Mansplaining: Definição do conceito de mansplaining e suas implicações nas interações mulher-homem no ambiente jurídico, enfatizando como isso prejudica a defesa feminina.
  • Outras estratégias de opressão: Introdução de outros termos como manterrupting e bropriating que também revelam a cultura de inferiorização das mulheres em ambientes profissionais.
  • Desigualdade de gênero no Judiciário: Exame da representatividade feminina no Poder Judiciário, ressaltando que menos de 40% dos seus membros são mulheres e essa proporção diminui com a progressão na carreira.
  • Educação e desempenho das mulheres: Apresentação de dados que mostram que as mulheres predominam na educação superior e nos exames de ingresso, mas ainda enfrentam barreiras no mercado de trabalho.
  • Perspectivas futuras: Reflexão pessimista sobre a igualdade de gênero no Brasil, estimando que levará 95 anos para alcançar um equilíbrio, especialmente em um cenário de conservadorismo crescente.
  • Avaliação das mulheres no mercado de trabalho: Crítica sobre como as mulheres são julgadas por sua vida pessoal em detrimento de suas qualificações profissionais, afetando sua ascensão a cargos de poder.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Fernanda Mambrini RudolfoDefensora Pública do Estado de Santa Catarina desde 2013, com atuação especialmente junto ao Tribunal do Júri. Bacharela, Mestra e Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenadora Científica do Centro de Estudos, Capacitação e Aperfeiçoamento da Defensoria Pública.

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