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Artigos Empório do Direito – História das ideias jurídico – penais parte iv: o estado de natureza, o contrato social e a nova imagem do homem

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ARTIGO

História das ideias jurídico - penais parte iv: o estado de natureza, o contrato social e a nova imagem do homem

O artigo aborda a evolução das ideias jurídico-penais, focando na visão de Hobbes e Locke sobre o estado de natureza e o contrato social. Hobbes apresenta uma perspectiva pessimista do ser humano, enquanto Locke enfatiza a capacidade racional e social do homem, defendendo que a autoridade estatal é necessária para proteger os direitos e propriedades. O texto analisa as implicações dessas teorias na construção do pensamento moderno sobre justiça e poder.

Salah Khaled
06 out. 2015 12 acessos
História das ideias jurídico - penais parte iv: o estado de natureza, o contrato social e a nova imagem do homem

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a teoria do estado de natureza e o conceito de contrato social segundo os filósofos Hobbes e Locke, destacando a visão pessimista de Hobbes em relação à natureza humana, onde o homem é visto como um lobo para o outro, necessitando da autoridade de um "Deus mortal" para evitar a guerra de todos contra todos.

A discussão avança para a interpretação de Locke, que, embora reconheça o impulso humano por poder, advoga uma visão mais otimista, argumentando que o estado de natureza é um espaço de liberdade e igualdade, onde a razão deve guiar as ações dos indivíduos. O texto explora a noção de que a formação da sociedade política em Locke tem como objetivo a proteção da propriedade, que é central para seu liberalismo, e critica a seletividade do sistema penal resultante desse pensamento, que frequentemente marginaliza os grupos sociais mais vulneráveis.

Além disso, o autor reflete sobre a legitimidade do poder estatal e a relação entre a punição e a preservação da ordem social, questionando as premissas históricas e filosóficas do contratualismo, bem como a dualidade entre a liberdade individual e as instituições de poder.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "História das ideias jurídico-penais parte IV: o estado de natureza, o contrato social e a nova imagem do homem" por Salah Khaled Jr.

  • Teoria de Hobbes: Exposição da visão pessimista de Hobbes sobre a natureza humana, enfatizando o "homo homini lúpus" e a necessidade de um poder político supremo para a manutenção da paz.
  • Estado de natureza e contrato social: Discussão sobre a centralidade do estado de natureza no contratualismo e sua presença em várias interpretações, incluindo as de Locke e Rousseau.
  • Antropologia otimista de Locke: O contraste entre a visão pessimista de Hobbes e a perspectiva mais otimista de Locke, que vê o homem como social por natureza e capaz de construir uma sociedade racional.
  • A individualidade no pensamento moderno: Impacto das ideias de Descartes e Locke na formação da noção de indivíduo, igualdade e direito natural moderno, inclusive o conceito de "sujeito cartesiano".
  • Concepção do estado natural segundo Locke: A visão de Locke sobre o estado de natureza como um estado de liberdade e igualdade, onde a razão é o guia dos comportamentos humanos.
  • Crítica à ausência de autoridade: Análise das preocupações de Locke sobre a falta de uma autoridade governamental adequada e as consequências da ausência de um juiz comum.
  • Distinção entre estado de natureza e estado de guerra: Como Locke vê o estado de guerra como uma degeneração do estado de natureza, levando à necessidade de organização social para proteção mútua.
  • Justificação do poder estatal: Como Locke fundamenta a necessidade do estado como um mecanismo para proteger a propriedade e a ordem social, diferentemente da visão absolutista da monarquia.
  • Conceito de governo fiduciário: A ideia de que o governo deve ser um poder confiado pelos indivíduos para proteger seus direitos, especialmente a propriedade.
  • Reflexões sobre a violência e o poder: Crítica à noção de que o estado é fruto de um consenso, destacando a violência como parte do processo de formação do estado e a incapacidade do discurso contratualista de conter o poder punitivo.
  • Perspectivas futuras: Indicação de que futuros textos explorarão as conclusões sobre a relação entre contratualismo e o sistema penal.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Salah KhaledDoutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS) e mestre em História (UFRGS), bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS) e licenciado em História (FAPA). Professor associado de Criminologia, Direito Penal e Processual Penal da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Presidente do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural. É autor de \"Criminologia Cultural Periférica\", \"A Busca da Verdade no Processo Penal: Para Além da Ambição Inquisitorial\" e de dezenas de outros livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas científicas.

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