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Artigos Empório do Direito – Dá licença, “doutor”? já sei falar…

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ARTIGO

Dá licença, “doutor”? já sei falar...

O artigo aborda a sub-representação das mulheres no campo do direito penal e processual penal, destacando a limitada presença feminina nas discussões e publicações relevantes na área. A autora, Soraia da Rosa Mendes, análise a contribuição das mulheres em temas como violência doméstica e política de drogas, evidenciando que, apesar de um aumento no número de juristas mulheres, suas vozes ainda são silenciadas em espaços públicos. A necessidade de criação de espaços alternativos para que as mu...

Soraia Mendes
14 abr. 2016 10 acessos
Dá licença, “doutor”? já sei falar...

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a representatividade feminina na área do direito penal e processo penal, destacando a disparidade entre o número de autores homens e mulheres em obras de referência.

A autora, Soraia da Rosa Mendes, inicia refletindo sobre sua experiência ao analisar uma coleção extensa de artigos e percebe que apenas 13% são escritos por mulheres. Ela foca em temas específicos, como violência doméstica e a Lei de Drogas, revelando que há pouca participação feminina em discussões sobre violência de gênero e que as publicações relevantes são predominantemente masculinas. O texto também discute o aumento da presença de mulheres em posições jurídicas, mas salienta que ainda enfrentam obstáculos significativos, como a invisibilidade em eventos e publicações.

A autora utiliza a teoria de Nancy Fraser sobre “contra-públicos subalternos” para enfatizar a necessidade de criar espaços próprios para mulheres no campo jurídico, propondo a publicação de obras e a realização de eventos que incluam uma representatividade feminina mais significativa e a simbolização da ausência feminina com uma cadeira vazia em mesas de discussão. A análise crítica leva à conclusão de que a visibilidade e voz das mulheres no campo jurídico ainda são limitadas e sub-representadas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Dá licença, 'doutor'? já sei falar...." por Soraia da Rosa Mendes.

  • Representatividade feminina na literatura jurídica: Análise da presença de mulheres na obra consultada, evidenciando que apenas 13% dos contribuintes eram mulheres.
  • Dados sobre violência de gênero: Exame da representação feminina em publicações sobre violência doméstica, notando a paridade entre autores homens e mulheres, apesar da importância do tema.
  • Política de drogas e gênero: Reflexão sobre a escassez de vozes femininas em estudos sobre políticas de drogas, enfatizando a necessidade de uma abordagem de gênero no tema.
  • Crescimento da população carcerária feminina: Apresentação de dados alarmantes sobre o aumento de mulheres na prisão, destacando suas condições sociais e o impacto da criminalização do tráfico de drogas.
  • Visibilidade das mulheres no espaço jurídico: Discussão sobre a dificuldade que as mulheres enfrentam em serem ouvidas e reconhecidas em espaços jurídicos, mesmo com o aumento de sua participação.
  • Públicos alternativos e contra-públicos subalternos: Introdução ao conceito de espaços próprios onde minorias podem se manifestar e criar discursos que reflitam suas experiências e necessidades.
  • Chamado à ação por maior inclusão: Proposta para a criação de coletâneas e eventos com maior participação feminina, reforçando a necessidade de reconhecimento e visibilidade das vozes femininas no direito.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Soraia MendesJurista, professora, pesquisadora e advogada com atuação e obras reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. É pós-doutora em Teorias Jurídicas Contemporâneas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; doutora em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília – UnB; mestra em Ciência Política, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; e pós-graduada em Direitos Humanos pelo Instituto de Filosofia Berthier – IFIBE.

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