Dá licença, “doutor”? já sei falar...
O artigo aborda a sub-representação das mulheres no campo do direito penal e processual penal, destacando a limitada presença feminina nas discussões e publicações relevantes na área. A autora, Soraia da Rosa Mendes, análise a contribuição das mulheres em temas como violência doméstica e política de drogas, evidenciando que, apesar de um aumento no número de juristas mulheres, suas vozes ainda são silenciadas em espaços públicos. A necessidade de criação de espaços alternativos para que as mu...

O artigo aborda a representatividade feminina na área do direito penal e processo penal, destacando a disparidade entre o número de autores homens e mulheres em obras de referência.
A autora, Soraia da Rosa Mendes, inicia refletindo sobre sua experiência ao analisar uma coleção extensa de artigos e percebe que apenas 13% são escritos por mulheres. Ela foca em temas específicos, como violência doméstica e a Lei de Drogas, revelando que há pouca participação feminina em discussões sobre violência de gênero e que as publicações relevantes são predominantemente masculinas. O texto também discute o aumento da presença de mulheres em posições jurídicas, mas salienta que ainda enfrentam obstáculos significativos, como a invisibilidade em eventos e publicações.
A autora utiliza a teoria de Nancy Fraser sobre “contra-públicos subalternos” para enfatizar a necessidade de criar espaços próprios para mulheres no campo jurídico, propondo a publicação de obras e a realização de eventos que incluam uma representatividade feminina mais significativa e a simbolização da ausência feminina com uma cadeira vazia em mesas de discussão. A análise crítica leva à conclusão de que a visibilidade e voz das mulheres no campo jurídico ainda são limitadas e sub-representadas.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Dá licença, 'doutor'? já sei falar...." por Soraia da Rosa Mendes.
- Representatividade feminina na literatura jurídica: Análise da presença de mulheres na obra consultada, evidenciando que apenas 13% dos contribuintes eram mulheres.
- Dados sobre violência de gênero: Exame da representação feminina em publicações sobre violência doméstica, notando a paridade entre autores homens e mulheres, apesar da importância do tema.
- Política de drogas e gênero: Reflexão sobre a escassez de vozes femininas em estudos sobre políticas de drogas, enfatizando a necessidade de uma abordagem de gênero no tema.
- Crescimento da população carcerária feminina: Apresentação de dados alarmantes sobre o aumento de mulheres na prisão, destacando suas condições sociais e o impacto da criminalização do tráfico de drogas.
- Visibilidade das mulheres no espaço jurídico: Discussão sobre a dificuldade que as mulheres enfrentam em serem ouvidas e reconhecidas em espaços jurídicos, mesmo com o aumento de sua participação.
- Públicos alternativos e contra-públicos subalternos: Introdução ao conceito de espaços próprios onde minorias podem se manifestar e criar discursos que reflitam suas experiências e necessidades.
- Chamado à ação por maior inclusão: Proposta para a criação de coletâneas e eventos com maior participação feminina, reforçando a necessidade de reconhecimento e visibilidade das vozes femininas no direito.
Autores na comunidade
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo










Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.


